Wayward Pines – Crítica

Wayward Pines – Crítica

Oh! Wayward Pines, quem te conhece não esquece jamais…

Wayward Pines, a adaptação para a TV da trilogia de livros de Blake Crouch e produzida por M. Night Shyamalan, teve seu décimo e derradeiro episódio transmitido na última quinta feira, 23 de julho pelo canal Fox.

A série, que traz elementos de Twin Peaks, Lost, 1984 e um gostinho de Além da Imaginação, chegou ao final e vai deixar saudades em muita gente. A história de Ethan Burke, um agente secreto que se envolve num grave acidente de carro enquanto trabalhava em uma missão e acaba preso na cidade de Wayward Pines, é extremamente cativante desde o início. Fica claro à primeira vista que algo está muito errado na pacata cidade, desde o momento em que Ethan acorda no hospital local e, ao invés de médicos, encontra apenas uma enfermeira que parece saída de filmes de terror. Desde então o agente se vê preso, sem possibilidade de comunicação com sua família ou qualquer pessoa fora dos limites da cidade.

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Nada ali faz sentido, porém a falsa naturalidade com que todos vivem torna o clima surreal e sufocante para Ethan, que se arrisca para descobrir o mistério por trás disso e assim poder se libertar e voltar para casa.

No quinto episódio entretanto a verdade lhe é revelada e ele passa a trabalhar em favor da cidade, pela segurança de sua família, que na altura já havia se juntado a ele, e de todos os demais habitantes. Suas decisões e os métodos que ele escolhe para atingir seus objetivos levam a consequências imprevistas e um final surpreendente.

Os temas abordados na série são múltiplos: Homem vs. Natureza; Evolução; fanatismo; abuso de poder, entre tantos outros que podemos perceber e todas as ações se desenrolam sob a mais absoluta e opressiva vigilância, que monitora todos os atos de cada indivíduo. O clima vai se tornando insuportável e a ruptura é inevitável entre os que são capazes de obedecer cegamente às regras próprias de Wayward Pines e assim desfrutar da segurança e paz que essa utopia pode oferecer e os que não estão dispostos a pagar o preço para viver nesse paraíso fictício: a perda do livre arbítrio, da liberdade.

A série, em poucos capítulos, envolve o telespectador com os mistérios de seu enredo para em seguida os resolver completamente, com a mesma rapidez. Isso evita que o público se atormente tempo demais, especulando e desenvolvendo teorias que abrem espaço para frustrações no final (acho que alguns fãs de uma certa série entendem perfeitamente o que eu quero dizer). Entretanto, mesmo depois do fim, Wayward Pines faz pensar em muitas questões.

É importante mencionar o super elenco co-responsável pelo sucesso do show, atores como Matt Dillon, Carla Gugino, Shannyn Sossamon, Melissa Leo, Toby Jones, Terrence Howard, Juliette Lewis, entre outros rostos conhecidos, que entregaram interpretações bem convincentes e deram vida aos problemáticos personagens dessa trama.

Apesar de a série ter sido oficialmente “cancelada” (coloco entre aspas pois, desde o inicio, sabia-se que seria uma minissérie e os produtores adaptaram os livros até o final), o series finale deixa um gancho para continuação. Quem sabe, daqui um tempo, a cerca não se abra para passarmos uma outra temporada nessa tão bela cidade modelo chamada Wayward Pines?

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