Spectre - Uma homenagem ao universo 007

Spectre – Uma homenagem ao universo 007

Spectre é, sem dúvida, uma homenagem à franquia 007, especialmente à era Daniel Craig e traz, para nossa satisfação, todos os clichês que esperamos ver.

O filme já começa, como de praxe, em uma poderosa sequência de ação, tendo como cenário a Festa dos Mortos, no México. Prédios explodem, perseguição, tiros e alguns minutos de pura agonia, quando a porrada começa a rolar solta dentro de um helicóptero que sobrevoa uma multidão (gente, cadê La Policia??)

Ainda com a respiração presa, eis que começa a música tema com o clássico clipe e, bem, o que se seguiu foi um anticlímax. Bateu uma saudade daquele instante em que a cena do filme se fundiu perfeitamente ao clipe musical que se seguiu em Skyfall, onde a voz de Adele, cantando a letra marcante do tema do filme de 2012, traduziu perfeitamente o sentimento do momento. 007 havia sido atingido por um tiro e estava caindo lentamente no fundo de um rio quando a canção começa “This is the end/Hold your breath and count to ten…“. Writing’s on the Wall, interpretada por Sam Smith é uma bonita canção, mas surge sem conexão com o filme, acompanhada de uma sequência de imagens que não causam emoção alguma. “Let the sky fall”, Adele cantou e sintetizou nesse refrão aquele filme todo. Sam Smith cantou: “If I risk it all/ Could you break my fall?” A resposta é: não, obrigada.

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Como dito no início, todos os elementos estão presentes: belas mulheres (que se entregam de um modo surreal ao nosso herói, sem pestanejar e em momentos e lugares nada inspiradores), o capanga assassino e brutal, encarregado de dar cabo do agente secreto (Mr. Hinx, vivido pelo lutador Dave Bautista), a sexy bond girl, interpretada muito bem pela atriz de “Azul é a cor mais quente”, Léa Seydoux; carros maneiríssimos em alta velocidade; perseguições em vários pontos do globo e um vilão maquiavélico e cruel, no caso Ernst Blofeld/Franz Oberhauser, encarnado pelo ótimo ator austríaco Christoph Waltz. Ernst/Franz tem uma ligação com o passado de Bond e é revelado que todas as situações vividas por ele nos filmes anteriores foram na verdade obras do vilão. Deste modo são amarradas as tramas dos ultimo filmes desde Casino Royale.

Christoph Waltz, como sempre competente, compõe um adversário à altura do Bond de Craig, que está mais focado, energético, raivoso e bem vestido do que nunca (ainda me pergunto: pra quê eliminar na porrada o piloto daquele helicóptero? Não seria melhor estabilizar a situação, por Deus??).

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O elenco de apoio também, como sempre, está muito bem. Ralph Fiennes como Gareth Mallory, o novo M, chefe da MI6; Ben Whishaw como Q; Naomie Harris como Srta. Eve Moneypenny, a assistente de M; Monica Bellucci(apesar de aparecer só por 5 minutos) como Lucia Sciarra; Rory Kinnear como Bill Tanner, o chefe de gabinete do MI6. Andrew Scott como C; desempenham muito bem seus papéis. A fotografia, as locações, o figurino e a trilha sonora também estão ótimos, talvez eu tenha sentido um pouco falta do tema principal clássico durante o filme, mas nada muito inquietante.

Apesar da música tema não ter colado, da falta do plot twist no final e do desperdício da atriz Monica Bellucci, posso dizer que 007  – Contra Spectre é um ótimo entretenimento e fecha (será?) com chave de ouro a passagem de Daniel Craig por essa franquia tão adorada. Certamente ele fez jus entrar para o seleto rol de astros que deram vida ao agente mais letal e charmoso do cinema.

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