Sherlock Especial

Sherlock Especial : Resenha

Saiu o esperado episódio especial de Sherlock, a série da BBC que repaginou nosso querido detetive inglês, sem, contudo mexer em seu carisma peculiar.

O especial de Natal (chamado de A Noiva Abominável) foi, literalmente, uma viagem. A série volta no tempo, precisamente para o século 19, onde a história original de Sir Arthur Doyle se passa. As cenas iniciais mostram (de novo) o primeiro encontro de Watson e Holmes e são baseadas, assim como o episódio piloto da série (Um Estudo em Rosa) no livro Um Estudo em Vermelho. Cenas clássicas como o espancamento no necrotério e a série de deduções impressionantes que Sherlock faz sobre Watson, na ocasião em que são apresentados um ao outro, estão presentes.

Pouco depois a trama se distancia do livro em questão e a dupla se vê investigando crimes cometidos pelo fantasma de uma noiva vingativa.

Os figurinos, a cenografia e a trilha sonora, para deleite dos fãs que leram os livros, trazem o universo de Sherlock de um modo bem clássico, com direito ao chapéu e cachimbo característicos, consumo controlado de drogas para melhorar o desempenho cognitivo, e os elementares bigode e bengala para nosso querido Dr. Watson.

Lestrade (Rupert Graves), Mrs. Hudson (Una Stubbs) e Mary Watson (Amanda Abbington) aparecem sem muitas alterações em seus personagens além do figurino. Já a versão paralela de Mycroft continua com a mesma perspicácia, mas está num shape um tanto diferente. A relação com o irmão permanece a mesma, de lealdade e proteção, permeada pela rivalidade que só pode existir entre dois gênios que se valem de métodos diversos. Também a versão da maior friendzone da série, Molly (Louise Brealey) vai impressionar.

A investigação no passado se mescla com a ameaça presente, personificada na figura do maior inimigo de Sherlock, Moriarty, que parece ter voltado dos mortos, tal qual a noiva fantasma, fazendo nosso detetive se desdobrar para dar conta de ambos, numa sequência de ações que mistura passado e presente, sonho e realidade.

Em certo ponto o episódio fica meio confuso, mas não deixa de prender a atenção do telespectador. Cumberbatch e Freeman, como sempre, mostram seu talento e a química perfeita entre eles. Para complementar, questões feministas são levantadas no episódio, fato que contribui para deixá-lo mais interessante.

Foi um episódio que matou a vontade de ver nosso Sherlock na versão clássica, imerso no clima sombrio da velha Londres da Era Vitoriana.

Uma nova temporada de três episódios está prevista para ser lançada em 2017. As agendas de Cumberbatch e Freeman, como sabemos, estão cheias e logo poderemos conferir outros excelentes trabalhos deles para apreciarmos, enquanto esperamos pela próxima temporada.

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