American Horror Story Hotel Crítica

American Horror Story: Hotel – Entre excessos e faltas

American Horror Story – Hotel foi uma temporada com altos e baixos. O início é um tanto indigesto e eu, por alguns instantes, considerei abandonar. A gratuidade do sadismo excessivo me incomodou. Creio que isso seja um atestado da minha sanidade mental, só um perturbado passaria impassível,

pelas cenas iniciais protagonizadas por James March, o idealizador do Hotel Cortez, interpretado pelo talentoso ator Evan Peters.

Mas após esse período se iniciou uma onda dramática. A mãe que é desprezada pelo filho, o transexual que abandonou a família, o pai policial que perdeu sua criança, a vampira e seu amor mal resolvido, a fantasma carente, lágrimas e lágrimas.

O elenco que dá suporte para esse roteiro é incrível e os furos que existem nele, como o fato de pessoas sumirem “a rodo” no hotel e isso nunca chamar a atenção da polícia, ficam esquecidos. A cenografia, figurino e trilha sonora também contribuem para elevar a qualidade do show para além da falta de verossimilhança do roteiro. O cast é realmente ótimo, mas destaco aqui a estreante Lady Gaga, que estava incrível como a enigmática Condessa (trabalho que rendeu a ela o Globo de Ouro), Denis O’Hare como a transgênera Liz e Angela Basset como a “tarantinesca” Ramona Royale.

Os episódios que contam o arco dos personagens citados acima estão entre os melhores da temporada. Entre os mais tediosos estão os que apresentam o arco de John Lowe (Wes Bentley), o Jack Torrance da série, e sua família. Também os episódios finais deram a impressão de terem sido feitos na “correria” sem explicar algumas coisas, deixando pontas soltas desnecessariamente. Esticaram com muitas cenas de violência e pornografia gratuitas e correram com o desfecho da história, lamentável.

Foram geniais os crossovers onde personagens de outras temporadas deram o ar da graça no Hotel Cortez. Sarah Paulson vive outra vez Billie Dean, a médium da primeira temporada, e está interessadíssima nas atividades paranormais do hotel. Queenie (Gabourey Sidibe), a jovem bruxa da terceira temporada, também está de volta e protagoniza uma das melhores cenas dessa temporada, junto com Ramona. Também temos a corretora Marcy (Christine Eastabrook) como hóspede do Cortez.

Achei uma temporada regular. Vale a pena assistir, mas tinha potencial para ser bem melhor. Apesar de ter realmente amado a Lady Gaga, fiquei com saudades de Jessica Lange e espero que ela se una ao elenco em breve.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s