O Regresso Crítica

O Regresso de Leonardo DiCaprio na corrida pelo Oscar

O diretor Alejandro González Iñárritu, pelo segundo ano consecutivo, entrega um filme digno de Oscar (ano passado foi vencedor por melhor filme, roteiro, fotografia e diretor com Birdman). Se trata do excelente “O Regresso”(The Revenant) e de novo o filme do diretor está liderando as indicações ao Oscar. São 12 no total e o mesmo já ganhou 3 globos de ouro: por melhor filme, diretor e ator protagonista(Leonardo DiCaprio).

O filme se passa em 1823. Hugh Glass(DiCaprio) está em uma expedição no Oeste em busca de peles quando é atacado por uma ursa e fica gravemente ferido (a cena é excruciante). Abandonado por seus companheiros, o mesmo tem que tentar sobreviver e ir atrás da sua vingança pessoal.

O filme traz de forma crua e realista a questão da sobrevivência e de como todas as formas de vida tem suas ações movidas pelo seu instinto de conservação. Porém o instinto não pode ser tudo que move o homem. A lealdade, a honra e a justiça também devem permear e limitar suas ações. Nesse aspecto, no filme, muito se pode compreender de toda a violência praticada pelo homem branco contra os nativos e dos nativos contra o homem branco, por exemplo, ainda que não se possa justifica-la. Há confrontos e também alianças poderosas, independente das fronteiras étnicas. O verdadeiro mal está em apenas usar o instinto, sem nenhuma consideração pelo seu próximo, pelo coletivo. É uma bela lição que se pode observar, em meio à neve e o sangue.

O Regresso

Durante suas quase 2 horas e 40 minutos de duração o filme mostra belas paisagens geladas, campos vastos, rios, florestas, animais selvagens e no meio disso tudo está Hugh Glass, praticamente isolado. A fotografia do filme é excelente e Iñárritu fez questão de não usar CGI, o que fez toda diferença. Mas é a atuação do elenco o ponto forte do filme. Tom Hardy está muito convincente no que provavelmente seja melhor papel da sua carreira (em Mad Max, apesar de protagonista, ele quase nem fala)e está, inclusive, concorrendo ao Oscar de ator coadjuvante por sua atuação como o vilão John Fitzgerald. Domhnall Gleeson, conhecido por ter interpretado Bill Weasley em Harry Potter e o General Hux em Star Wars: O Despertar da Força, está muito bem também como o Capitão Andrew Henry e Leonardo DiCaprio está ótimo outra vez como o protagonista. O personagem de DiCaprio enfrenta com força, coragem e persistência incomuns tudo o que aquele ambiente inóspito pode proporcionar. Apesar de ser uma representação mais silenciosa e minimalista em comparação ao que ele fez em O Lobo de Wall Street , DiCaprio não deixa de passar todas as emoções, seus sofrimentos, agonias e a força de sua determinação para a tela. Também são dignas de nota as interpretações de Duane Howard como o chefe Arikara Elk Dog, Forrest Goodluck como Hawk, o filho de Glass, e de Arthur Redcloud, que interpreta Hikuc, aliado importante na jornada de Glass. O filme é falado em inglês, Arikara e Pawnee.

Como já falado, o filme é excelente. Vale a pena conferir essa obra e esse ano a torcida para que Leo leve para casa o carequinha dourado é grande (inclusive de nossa parte). Não sabemos se a academia vai premia-lo finalmente, depois de 5 indicações, mas seria merecido, inclusive pelo conjunto da obra. Leonardo DiCaprio é um ator consistente e já passou da hora de ser reconhecido também com um Oscar.

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