Deadpool Crítica

Deadpool – O grande acerto da Fox

Finalmente estreou no cinema um dos filmes mais aguardados do ano por todos os fãs de quadrinhos! Deadpool , o mercenário tagarela , chegou lacrando na estreia, superando na bilheteria filmes de sucesso como Guardiões da Galáxia e Capitão América 2.

Mas o que dizer desse filme que mal assistimos e já consideramos pacas? Pois bem, uma coisa é inegável: as risadas são garantidas. Dirigido por Tim Miller e tendo como um dos produtores o próprio Ryan Reynolds, o filme faz jus ao anti-herói mais ácido dos quadrinhos. Romance, porradaria, sangue, palavrões, nudez, drama pessoal, tudo muito bem temperado com um humor ininterrupto, politicamente incorreto, que ameniza todas as situações que poderiam parecer um pouco pesadas.

Ryan Reynolds está no papel da sua vida. Por anos ele lutou por esse projeto e se dedicou para vê-lo concretizado e certamente não deve estar menos do que radiante com o resultado. Para o público será impossível desassociar o personagem do ator, como o ocorreu com Robert Downey Jr e Tony Star/Iron Man.

Wade Wilson é um mercenário cuja vida vai bem. Ele tem sua garota com quem vai se casar e está feliz. Mas quando a festa está no auge algo indesejado acontece e ele descobre que está com câncer em estágio terminal. Para recuperar a saúde e continuar com seus planos Wade aceita fazer parte de um projeto obscuro, que recruta pessoas para submetê-las a experimentos com DNA mutante. As coisas não vão bem como o imaginado e, depois de comer o pão que o diabo amassou, o DNA mutante é ativado em seu organismo, deixando sequelas em sua pele, deformando sua aparência. Adjetivos e comparações “melhores” podem ser conferidos no filme.

Começa então sua perseguição ao encarregado do experimento, Ajax (Ed Skeiren), que o deixou deformado, pois ele acredita que o cara poder reverter a situação e deixá-lo com sua aparência original. Apesar do ódio que ele sente, vingança não é sua motivação. Tão pouco ele procura saber mais sobre o tal programa secreto e quais os interesses por trás dos experimentos que estão sendo realizados. Ele apenas quer sua cara de volta para estar outra vez com sua noiva, Wanessa, que é interpretada pela brasileira Morena Baccarin, que está ótima no papel e tem uma química perfeita com Reynolds. Para isso ele conta com a ajuda de seu amigo Weasel ( T.J Miller) e com um par de X-Men (o máximo que o orçamento pôde pagar?) Colossus, totalmente feito em CGI e Negasonic (Brianna Hildebrand). Para encarar o gigante de lata temos Angel que é interpretada por Gina Carano, um fiasco como atriz mas que, por ser lutadora profissional, protagoniza com Colossus uma boa cena de luta.

Às vezes o baixo orçamento é perceptível, porém a atuação de Reynolds em seu figurino vermelho impecável, as sequencias de ação e a enxurrada de piadas que, acima de tudo, fazem graça dos filmes de herói, compensam tudo. Dane-se a história, o que importa são os diálogos e as piadas que não poupam nada nem ninguém e são repletas de referencias à cultura pop. Nós, assim como todos na sala, rimos pra caramba .

A Fox, assim como Reynolds, finalmente deu uma dentro. O filme não se leva a sério e por isso é absolutamente fiel ao personagem dos quadrinhos. Vale a pena conferir e “reconferir”, com certeza o filme está entre os melhores filmes de herói já feitos. É diversão garantida.

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