Concussion Crítica

Will Smith prova seu valor em Concussion

Concussion, filme cujo título no Brasil é “Um homem entre gigantes” (wtf?) estreou no cinema e é baseado em uma história real sobre como a liga de futebol americano, a NFL, ignorou (convenientemente) evidências de que seus atletas estavam expostos a graves conseqüências neurológicas pela prática do esporte.

Will Smith interpreta o patologista forense nigeriano Dr. Bennet Omalu, que trabalha no IML de Allegheny/ Pennsylvania. Um médico com métodos peculiares, ele busca entender a verdade por trás da morte de cada corpo que chega até ele, tratando-os respeitosamente como seus pacientes. Seu objetivo é se estabelecer nos EUA e se tornar um cidadão americano.

Tudo vai bem para o Dr. Omalu e ele é respeitado como profissional e bem visto pela maioria dos que o cercam por sua seriedade e comprometimento. Mas sua vida sofre uma reviravolta quando o corpo de Mike Webster, um famoso jogador de futebol americano aposentado, é trazido para o IML. Bennet fica intrigado com todo o histórico do jogador e pelo estado em que ele foi encontrado, morto por suicídio, aos 55 anos. Decide então investigar mais a fundo o cérebro do atleta por estar convencido da existência de uma doença neurológica, embora tomografias feitas meses antes da morte não tenham acusado qualquer anomalia. Os resultados dos exames confirmam suas suspeitas e a partir daí inicia-se uma investigação que fere os interesses dessa imensa corporação que é a NFL, o que resulta numa verdadeira batalha para o protagonista, que tem que lidar com graves conseqüências.

A interpretação de Will Smith é muito digna, o ator é convincente até no sotaque do personagem e, de fato, merecia uma indicação ao Oscar. O restante do elenco também está muito bem, com destaque para David Morse como Mike Webster, Albert Brooks como Dr. Cyril Wecht e Alec Baldwin como o Dr. Julian Bailes.

Concussion Will Smith

O tema é bom e o começo do filme muito promissor, mas falha na simplicidade dos diálogos, em resumir demais alguns aspectos interessantes que deveriam ser mais bem explorados, na má construção da personagem Prema, esposa de Omalu, interpretada por Gugu Mbatha-Raw, que não se justifica na trama. Aliás, a parte do romance entre eles é maçante e eu descartaria numa boa. O final também não é legal, já que sabemos que nada mudou para os jogadores saber que seus cérebros estão virando mingau de tanta porrada no campo e que suas vidas possivelmente terminarão em desgraça, ainda jovens. O mesmo ocorre com a indústria do cigarro, que todos sabem fazer muito mal, mas continua sendo fabricado e vendido e o máximo que fizeram foi fazer uma advertência na embalagem. Ha até uma tiradinha de leve no filme sobre isso. Enfim, é um bom filme apesar desses problemas e a atuação de Will Smith realmente merece ser vista e reconhecida. Will Smith deveria ter sido indicado no lugar de Matt Damon e Concussion no lugar de Brooklyn. O mundo não é um lugar perfeito.

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