Erased - Anime- Crítica

Assistimos Erased, o anime de maior hype da temporada

Esse final de semana assistimos ao anime que promete ser o melhor da temporada: Boku dake ga inai machi (A cidade onde apenas eu não existo) ou Erased, na versão americana.

O anime se baseia no mangá de mesmo nome que vem sendo lançado desde 2012 e conta a história do mangaka Fuginuma Satoru. Embora seja talentoso, Satoru não consegue sucesso profissional por ter dificuldades de se comunicar e interagir com as pessoas. A verdade é que ele está preso ao seu passado, cheio de memórias tristes que ele esconde no fundo de sua mente e sobre o qual ele nunca fala. Para piorar sua situação ele ainda esconde outro segredo: inexplicavelmente Satoru desenvolveu uma habilidade sobrenatural que faz com que ele volte minutos no tempo para evitar alguma catástrofe que esteja prestes a ocorrer à sua volta. Nesses episódios, que ele chama de “revival”, ele nunca sabe quanto tempo vai voltar no passado, nem qual evento ele precisa evitar, aliás, ele nem mesmo controla quando acontece.

Como mencionado, Satoru busca interagir o menos possível com as pessoas, mas uma colega de trabalho, a jovem Airi, quebra essa barreira com sua espontaneidade e ganha a simpatia de Satoru, mesmo que ele demore em admitir. Por outro lado sua relação com a mãe, que o criou sozinha, é um tanto fria e, mesmo gostando muito dela, Satoru procura sempre distanciá-la.

Um evento trágico muda toda sua vida e ele se desespera ao ponto de provocar um revival diferente de todos os anteriores e, ao invés de alguns minutos, Satoru volta para sua época de infância, 15 anos atrás. Ali ele tem que reviver os fatos traumáticos daquela época: o sequestro e assassinato de dois colegas seus de turma e de uma garota de uma escola vizinha e a prisão de um amigo seu, acusado de ter praticado tais crimes.

Ele começa a reviver sua infância, mas agora com outros olhos e outra mentalidade. Simples momentos com sua mãe, tratados como sem importância, agora são momentos especiais para ele e ele de fato passa a conhecer a mulher incrível que o criou e se dá conta do quão bem ela sempre cuidou dele. Também passa a querer conhecer aquelas crianças que só estavam em sua memória por causa do destino trágico que elas enfrentaram e isso faz com que ele se empenhe em mudar o curso desses fatos, que ainda estavam por ocorrer e só ele sabia. Ele percebe o quanto eram solitárias as crianças que foram vítimas desse psicopata e passa a cuidar para que essas crianças não fiquem sozinhas, oferecendo sua amizade. Para que seu plano dê certo ele precisa ter ele mesmo amigos, para assim ter um grupo onde inserir essas crianças e então ele faz amizades valiosas que se mostram prontas pra enfrentar com ele tudo o que viesse pela frente. Uma pergunta ainda permanecia sem resposta: quem seria o assassino?

Satoru faz muitas tentativas para mudar o rumo dos acontecimentos, o que o faz perceber que o destino é algo difícil de mudar. Desesperado ele luta para encaixar as peças certas para alcançar seu objetivo e finalmente consegue. Mas seu heroísmo cobra dele um preço alto e são seus amigos leais e sua mãe que o acompanham por esse difícil período. Por fim Satoru ainda terá que lidar com seu velho inimigo.

A história é intrigante e dinâmica, o suspense te faz querer assistir sem parar até o último episódio. Os diálogos são inteligentes, os personagens são carismáticos e a trilha sonora é ótima também. Apesar de o mangá ainda estar sendo lançado, o criador do mangá escreveu um final para o anime e é um bom final não um filler, o que me deixou feliz. Aliás, o anime deixa feliz, assim como deixa triste, tensa, emocionada (eu até chorei um pouquinho) entre outras emoções, mesmo se tratando de uma curta jornada (são só 12 episódios). A história é pesada, sombria às vezes, mas também muito tocante pelo modo como revisita a infância e como brinca com nosso desejo de mudar algo que julgamos não termos feito bem em nosso passado. E se pudéssemos fazer tudo de novo, com a mente que temos hoje? E se pudéssemos fazer os amigos que deixamos de fazer por pura insegurança? Ou aproveitar melhor a convivência única com nossa família? E se pudéssemos corrigir o destino? Satoru teve essa oportunidade e, corajosamente, ele fez tudo isso.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s