Vinyl - Primeira tempora crítica

Vinyl – Foi ótimo mas poderia ter sido épico!

A aposta da HBO para preencher o espaço deixado por Game of Thrones começou com o pé na porta, trazendo à tona a vida nos loucos anos 70, tendo a indústria musical como pano de fundo.

Vinyl conta a história de Richie Finestra (Bobby Cannavale), fundador da gravadora American Century que, após ter acidentalmente cometido um crime e acobertado o fato de sua esposa Devon (Olivia Wild) e de seus sócios, passa a usar e abusar de drogas e álcool e apresentar comportamentos erráticos, o que desencadeia uma sequência de fatos que vão aos poucos colocando todos os aspectos de sua vida em xeque.

Richie e seus sócios estavam negociando a venda da companhia mas Richie, que é sócio majoritário, muda de ideia após ir à um show do New York Dolls no qual, no meio da apresentação, o prédio simplesmente desaba em cima dele e de toda a plateia. Ele incrivelmente sobrevive, sentindo toda a energia do Rock ‘n Roll amplificada pelas drogas e pela adrenalina e tem o que ele descreve como uma epifania. Na reunião para a venda da empresa Richie, ainda sob influência das drogas e dos acontecimentos, cheio de poeira e escoriações (ele vai do desabamento direto para a reunião) “surta” e acaba por desistir da venda numa das cenas mais cômicas da temporada.

A partir daí o que vemos é a jornada de Richie para escapar da policia, recuperar a família, reinventar a empresa e se livrar dos vícios. Aos poucos, enquanto os acontecimentos vão convergindo de modo sufocante, fatos do seu passado vão sendo mostrados em flash back, o que ajuda o público a compreender o personagem e desenvolver empatia por ele. A música nesse caso fica apenas como trilha sonora, literalmente. Não que não haja música suficiente na série, mas a questão das gravadoras, os processos de produção , de composição e etc, não são tópicos bem explorados. Há muitas participações interessantes como as de Robert Plant, Alice Cooper, John Lennon, Elvis, mas todos esses ícones aparecem pouco tempo em tela e em nada acrescentam à trama propriamente dita.

Há alguns personagens coadjuvantes muito interessantes também, como Zak Yankovich (Ray Romano), amigo e sócio de Richie e o mais inocente na história toda (ainda que também esteja sempre envolvido com os negócios de Richie e até abuse um pouco de bebidas e drogas). Se mantém fiel à Richie mesmo em suas péssimas decisões até quase o último momento, quando um acontecimento faz com que ele e Richie se distanciem.

Vinyl - Primeira temporada crítica

Jamie Vine (Juno Temple), a ambiciosa secretária que passa a ter mais reconhecimento após descobrir uma banda com enorme potencial, a Nasty Bits, também é um dos melhores personagens da série. Se destacam ainda Kip Stevens(James Jagger) e Lester Grimes (Ato Essandoh ), líder e empresário dos Nasty Bits, respectivamente.

A ambientação é ótima, as cores, o figurino, os diálogos, tudo remete muito bem a época.

Vinyl teve uma ótima temporada mas poderia ter sido épica. O showrunner da série foi substituído para a segunda temporada, provavelmente alguma coisa não agradou a HBO. Que esse novo showrunner possa colocar a série nos trilhos, mostrar mais sobre a indústria musical em si, que era muito forte numa época em que não existia MP3 e aplicativos de música e onde tudo era feito com o mais absoluto felling.

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