Lucifer - Primeira temporada crítica

Lúcifer – Primeira temporada agrada

Lúcifer começou a temporada meio devagar, mas engrenou e entregou uma boa primeira temporada.

Como dissemos anteriormente Lúcifer, o Senhor do Inferno, cansou de comandar seu reino e resolveu tirar férias, escolhendo o mundo humano para passar uma temporada. Por aqui acabou não sendo o mar de rosas que ele esperava, pois teve que lidar com muitas sensações novas, entre emoções e dores físicas.

A série toda é no formato “monstro da semana”, com Lúcifer ajudando a policial Chloe na investigação de alguns homicídios. Mesmo tendo esse formato a série não fica desinteressante. Cada episódio consegue manter o espectador ligado na história contada e querendo saber quem é o assassino da vez, além de ter um arco próprio com alguns mistérios.

O ator Tom Ellis, que vive Lúcifer, interpreta o papel com uma boa dose de humor negro e cinismo, o que cai muito bem para o personagem. No início ele é extremamente confiante, afinal o que temer quando se é imortal? Mas em certo momento Lúcifer se vê sangrando, o que até então seria algo impossível e ele não sabe a causa disso. O mistério da adquirida vulnerabilidade do protagonista persiste até quase o final da temporada, quando é revelado que ele se fere apenas quando está perto de Chloe. Mas qual a explicação pra isso? Afinal quem é Chloe? Para essas perguntas ainda não há respostas.

Como dito no começo, a série foi aos poucos se desenvolvendo e os atores se entrosando. Por exemplo eu particularmente não gostava do detetive Dan Espinosa (Kevin Alejandro) ou, como Lúcifer o apelidou, “detective douche”. Mas no final da temporada ele conseguiu mostrar seu carisma.

Chloe (Lauren German), apesar da sua racionalidade e ceticismo, passa um ar de inocência perante as situações que enfrenta, o que deixa seu personagem mais agradável e facilita para o público estabelecer alguma empatia.

Há episódios ótimos como “ A Priest Walks into a Bar” (S01E09), em que Lúcifer sente compaixão por (pasmem)um padre. Pela primeira vez ele se coloca no lugar de um humano. Há uma parte musical nesse episódio que é excelente. Também foi bem divertido o episódio “#TeamLucifer”(S01E12) que mostra uma seita satânica. Quando o próprio Lúcifer chega no local do culto acaba ficando claro que eles não estavam preparados para conhecer seu ídolo. No final desse episódio há um gancho para a season finale, com Lúcifer sendo acusado de homicídio e por fim o último caso da semana era a investigação desse crime.

O último episódio teve até ação, com Lucifer e seu irmão Amedaniel partindo pra briga com uma gangue inteira. No último instante foi revelado que alguém escapou do inferno e, por um momento, achei que iam deixar essa resposta pra outra temporada. Mas Lúcifer revelou que foi nada menos que sua mãe! Quem é a mãe de Lúcifer pelo amor de Deus?

A série é divertida e, apesar do tema, é leve. Não enrola os espectadores e mantém um certo suspense. Não é toda perfeita, os efeitos são medianos e vi em alguns episódios erros de continuidade terríveis, mas nada que estrague por completo a diversão.

Conceber um programa à respeito de um personagem tal como o próprio Rei do Inferno poderia ser muito complicado e até filosófico, mas Lúcifer é entretenimento fácil, nada mais. Se quer se divertir com humor negro e gosta de séries no formato monstro da semana, Lúcifer é recomendado para você.

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