Angry Birds - Filme crítica

Angry Birds ataca nos cinemas

Como fazer um filme sobre um jogo de celular que praticamente não tem história nenhuma? A tarefa ficou para Jon Vitti, conhecido por diversos trabalhos em animações como o filme dos Simpsons, Alvin e os Esquilos, A Era do Gelo, entre outros. No game os pássaros são atirados com um estilingue (pois é, esses pássaros não voam) para destruir o lar dos porquinhos inimigos que roubaram seus ovos. À partir dessa humilde premissa foi desenvolvida a história que, apesar de ser uma animação infantil, tenta transmitir um ar de realismo.

No filme os pássaros vivem em uma comunidade tranquila, com seus probleminhas cotidianos. Red, o protagonista sobrancelhudo, se irrita com uma situação e é obrigado a fazer terapia e lá ele conhece os outros personagens do filme.

Estava tudo bem até que um navio chega na terra dos pássaros. Dentro do navio estão vários porcos e eles chegam oferecendo produtos e entretenimento que até então os pássaros não conheciam. Porém desde o início fica claro que a intenção dos porquinhos era produzir distração para roubar os ovos dos pássaros (qualquer semelhança com a colonização da América não é mera coincidência). Há também a figura da Poderosa Águia, tida como um ídolo para os outros pássaros, que “luta” pela “liberdade”, mas atualmente é só um pássaro gordo (outra metáfora um tanto óbvia).

Essa é a parte que poderíamos chamar de a mais “profunda” do filme. Como era esperado os pássaros se unem para salvar os ovos e aí vemos a cena do jogo onde pássaros são arremessados com um estilingue, derrubam tudo e ninguém se machuca.

O filme parece dar espaço para uma continuação, ideia que não é descartada. Confesso que animação infantil não é meu gênero preferido e, apesar das muitas piadas, fiquei um pouco entediado. Deve funcionar bem com as crianças.

A trilha sonora é boa e conta com Black Sabbath, Scorpions, The Who (Ok é Limp Bizkit) e até Rick Astley, o que destoa um pouco do gosto da geração mais nova, que deve gostar mesmo de I Will Survive interpretada por Demi Lovato.

Na versão original quem dubla a Águia é Peter Dinklage, o nosso Tyrion de Game of Thrones. Já na versão brasileira temos Youtubers conhecidos como os irmãos Piologo, Pathy do Galo Frito, além de Dani Calabresa como Matilda, Marcelo Adnet como o protagonista Red e Fábio Porchat como o acelerado Chuck.

Enfim, o filme é bacana e pode ser interessante para uma diversão em família, bem despretensiosa, com direito a muita pipoca.

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