Perfect Blue Crítica

Perfect Blue: Um anime para fãs de suspense psicológico

Para quem curte um bom anime e adora o gênero suspense temos uma dica: Perfect Blue, um thriller psicológico da Mad House dirigido por Satoshi Kon (Paprika, Millennium Actress).

O anime movie de 1997 narra a história de Mima, uma jovem cantora líder de um trio de garotas chamado Cham. Ela é um ídolo para uma uma base fiel de fãs que vêem nela um modelo de pureza, juventude e beleza. Esse tipo de sucesso, Mima sabe, durará pouco, por isso a jovem decide sair do grupo para investir numa carreira artística mais sólida, como atriz. Logo começam os problemas a medida que Mima vai sendo exposta a um ambiente muito mais hostil e exigente do que ela estava habituada, onde sua fragilidade e inocência, antes valorizadas por causa da carreira de ídolo teen, se tornam um obstáculo.

Perfect BlueNa internet muitos são os comentários negativos sobre ela por parte dos outrora fãs do grupo Cham. Para piorar Mima começa a ser alvo de um stalker que mantém um site com toda a rotina dela, inclusive detalhes íntimos de seu cotidiano.
Seu primeiro trabalho como atriz é numa série chamada Double Bind, onde ela interpreta uma esquizofrênica.

Aos poucos realidade e ficção começam a se confundir ao ponto de não ser possível para Mima ou para os telespectadores divisar corretamente o que é real e o que está em sua mente. Nessa atmosfera de delírio e paranoia Mima vê pessoas envolvidas com a mudança de direção de sua carreira se tornarem alvo de ataques violentos. O que é sonho? O que é real? Ela é a perseguida? Ou a perseguidora? A semelhança com o filme Cisne Negro é notável, embora o diretor Darren Aronofsky jamais tenha admitido ter se inspirado em Mima para compor sua Nina, interpretada pela premiada Natalie Portman. Entretanto Aronofsky de fato comprou os direitos de imagem do anime e usou a cena da banheira em outro filme seu: Requiem for a Dream.

O final não é uma unanimidade no gosto do público, mas não estraga a experiência vivida até ali. Vale muito a pena conferir essa obra do mestre que nos deixou em 2010,  Satoshi Kon.

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