Final de Fear the Walking Dead tem queda na audiência

Final de Fear the Walking Dead tem queda na audiência

Terminou a segunda temporada de Fear the Walking Dead e a sensação foi…ok. Sem muitas reviravoltas, sem mistério, sem choques. Diferente do início de The Walking Dead, aqui os personagens já praticamente estão à vontade entre os zumbis (basta um pouco de  maquiagem a base de sangue morto e pronto. Posso fazer até um tutorial para um make mais elaborado em tom marsalla). A verdade é que a primeira temporada foi muito melhor, mas conforme havíamos dito na época a série se adiantou demais e muito rápido no tempo e chegou logo na mesma realidade da sua predecessora. Na segunda temporada, sem novidade, vemos como as pessoas tem se adaptado e como tem sido a mudança do que é  socialmente aceito nessa época pós apocalipse.

Os protagonistas se tornaram mais duros. Madison já demonstrava essa tendência desde o começo. Nick parece ter encontrado seu lugar nessa realidade caótica, onde suas habilidades de sobrevivência e fuga tem grande valor. Chris demonstrou gradativa mudança após a morte da mãe, Liza. O menino ingênuo e bem criado passa a mostrar traços de psicopatia, o que preocupa a família. Travis, o pai, continua o professor bonzinho até quase o final, numa missão para ajudar o filho a se reconectar com as próprias emoções e com os demais. Alicia sempre sensata…chata. E Victor era muito melhor no começo, mas continua o único de quem é possível gostar.

img2O ritmo da temporada foi arrastado, os personagens não acumularam nenhum carisma, não dá pra simpatizar com eles. O resultado é que a audiência do final dessa temporada caiu drasticamente em relação à temporada passada.

(spoilers abaixo)

O showrunner Dave Erikson nem fez muito mistério e numa recente entrevista ao Entertainment Weekly confirmou a morte de Chris (eu tinha minhas dúvidas até então) e já entregou que Daniel, o pai de Ophelia, pode estar vivo e voltar para a série (era pra ficar ansiosa?). Enfim, de um certo ponto há uma dose de realismo. Não há vilões, por exemplo, nada de o bem contra o mau, por assim dizer. Há sobreviventes fazendo de tudo para continuar entre os vivos, se adaptando às novas regras sociais que vão sendo criadas em cada grupo que se une. A fotografia é ótima, mas a trilha sonora era melhor na primeira temporada e o desenvolvimento dos personagens não está indo bem. A terceira temporada está anunciada para 2017 e um crossover com Walking Dead está nos planos. Vamos ver se o próximo ano ressuscita essa história e traz o medo de volta para essa série que anda meio morta (não resisti).

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