Your Name

Your Name de Mokoto Shinkai é o melhor anime movie de 2016

Makoto Shinkai, que vem sendo chamado de “o novo Miyazaki“, escreve e dirige esse belo filme que está bombando nas bilheterias japonesas desde seu lançamento. Mas o que há de tão especial nesse trabalho?

A premissa pode soar boba. Dois adolescentes inexplicavelmente passam a trocar de corpos duas ou três vezes na semana, sendo obrigados a viver a vida um do outro. Para ajudar nessa loucura eles trocam mensagens de texto com dicas e orientações. É tipo uma rotina de Sexta-feira Muito Louca misturada com  A Casa do Lago.

A situação já batida e a vida absolutamente normal dos protagonistas são o pano de fundo para o desenvolvimento de uma bela e emocionante história.
Taki é um estudante que vive em Tóquio. Gosta de arquitetura e tem um emprego de meio período num restaurante. Mitsuha é uma estudante que vive num vilarejo afastado da cidade com sua avó e irmã caçula. Sua família é muito envolvida nas tradições locais onde ela tem um papel a exercer, mas se sente entediada em sua rotina e sonha viver em Tóquio.

Your NameEles começam a ter uma experiência que a princípio julgam ser sonho: sem explicação eles acordam no corpo do outro. Acontece que eles absolutamente não se conhecem. Aos poucos a dupla vai aceitando que isso é real e vai se adaptando para não ferrar com a vida do outro. Essa situação cria cenas meio bobas mas  engraçadas, como o uso do watashi (feminino) no lugar do ore(masculino), a descoberta de partes desconhecidas da anatomia do sexo oposto (digamos apenas isso), as reações dos amigos de cada um. A parte onde eles aprendem a lidar com esse absurdo e aos poucos vão se conhecendo é muito leve e doce. Para quem está assistindo fica claro que eles estão se apaixonando sem se dar conta. O noticiário avisa que um cometa que passa uma vez a cada milênio perto da Terra será visível a olho nu em breve. E não é assim, uma vez a cada vida, que esse tipo de amor acontece?

Your Name Crítica

A arte é estonteante. O visual é rico, realista e cheio de infinitos detalhes. O desenvolvimento dos personagens é muito bem construído, o tom do anime é leve mas não engana e quem conhece Shinkai sabe que algo muito tenso está por vir. E é aí que entra a parte mais profunda da história, quando um pouco da natureza dessa ligação entre Mitsuha e Taki é revelada e também sua motivação. Não tenho a pretensão de explicar os conceitos usados, nem sei se essa deve ser a intenção  de quem vai assistir ao filme. O fato é que mesmo preferindo aqueles finais “quase felizes” (do tipo Frodo em OSdA) não pude evitar torcer para que eles conseguissem vencer tudo e ter um final juntos. Assim como cada amor ideal aparece num sonho, se desenvolve num curto espaço e termina de repente, a história desses dois jovens acabou de repente, num piscar de olhos. Mas um fio de lembrança, prestes a se derreter no ar, permaneceu. Ele foi suficiente para que os dois lutassem contra o próprio tempo para poderem, enfim, ficar frente a frente.

Kimi no Na wa é, definitivamente, o anime movie do ano.

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