Animais Fantásticos e Onde Habitam - Review

Animais Fantásticos e Onde Habitam – Review

Animais Fantásticos e Onde Habitam estreou nos cinemas e os fãs de Harry Potter puderam sentir o gostinho nostálgico de voltar ao universo mágico criado por JK Rowling. Mas não se engane: o novo filme baseado nos livros da escritora britânica é uma obra muito diferente de Harry Potter, a começar pelo local e época em que se passa a história. Animais Fantásticos se passa nos anos 20 em Nova York e, se em Harry Potter a ação acontece em sua maior parte dentro do mundo mágico que existe paralelamente ao mundo “trouxa”, nessa nova produção a história se passa quase que totalmente no mundo dos humanos não bruxos, chamados aqui por um termo um tanto politicamente correto: no-maj. As cenas de ação causam enormes estragos na charmosa Nova York do começo do século, como manda a tradição. Afinal que graça teria fazer um filme na Grande Maçã sem destruí-la um pouquinho?

Um mago inglês especialista em animais mágicos raros, Newt Scamander (Eddie Redmayne), chega aos EUA trazendo uma maleta mágica contendo várias espécies de animais fantásticos. Infelizmente alguns de seus “bichinhos” escapam, causando uma confusão que não poderia ter ocorrido em pior hora, pois a cidade está vivendo um clima de tensão entre o mundo bruxo e humanos anti bruxos, liderados pela neurótica Mary Lou (Samantha Morton) que pretende iniciar uma caça aos bruxos e bruxas semelhante a ocorrida em Salem.

O filme tem uma rica produção. É visualmente belo, tem ótimos efeitos especiais, mas se perde um pouco no ritmo. Senti falta de mostrarem mais locais do mundo mágico, mas a recriação de Nova York pré Grande Depressão é muito bem feita e serve como um cenário perfeito para a ação que se segue.

Collin Farrell Animais Fantásticos e Onde HabitamCollin Farrell vive Percival Graves, um importante Auror (classe de bruxos de altas habilidades que atuam como agentes de segurança). Ele está determinado a achar o hospedeiro do Obscurus, uma energia mágica disforme, agressiva e incontrolável que tem provocado grandes estragos em Nova York. Sua intenção é usar essa espécie de monstro para iniciar uma guerra entre bruxos e humanos. Para isso ele conta com a ajuda de Credence (Ezra Miller), um rapaz estranho e misterioso. Órfão, foi adotado por Mary Lou e leva terríveis surras sempre que sua “mãe” julga necessário. Newt se vê preso nessa crise quando o acusam de ser ele o responsável por soltar o Obscurus na cidade, já que acharam um exemplar do tipo dentro da sua maleta. Claro que é uma armação de Graves para desviar a atenção da Presidente do Congresso de Magia dos Estados Unidos, Seraphina Pecquery (Carmem Ejogo), de seus verdadeiros propósitos.

Algumas referências ao universo Harry Potter são feitas, como a menção a Dumbledore, além de citarem um membro da famosa família Lestrange. Mas não é necessário ser um fã de Harry Potter e conhecedor de todos os termos familiares a esse universo para acompanhar esse filme, que funciona bem de modo independente.
A trilha sonora, assinada por James Newton Howard, é bela e tem momentos marcantes. O 3D não é indispensável. Levando em consideração que estamos lidando com um mundo mágico o 3D poderia ter colaborado muito mais com a experiência. A atuação do elenco está na medida. A química entre Newt e a ex-auror Tina Goldstein (Katherine Waterston) é delicada e passa uma certa doçura inocente. Já a irmã de Tina, Queenie (Alison Sudol) é vibrante, sexy, a tipica personagem linda, loura e meio atrapalhada eternizada por tantas atrizes de Hollywood. Seu flerte com o aspirante a padeiro gordinho e não-bruxo Jacob Kowalski (Dan Fogler) é divertido e rende bons momentos no filme.

Animais Fantásticos

O roteiro tem um certo fundo ativista. Os animais são a paixão de Newt e ele quer protegê-los a todo custo, mesmo os mais perigosos. Infelizmente esse discurso não vai muito fundo e logo perde a importância.
O ato final tem uma solução um pouco preguiçosa. Além disso um fato que deveria ter causado muito mais comoção passa quase indolor pelos protagonistas. Há uma revelação no final que não é lá muito surpreendente e não sei ainda o que ela vai representar ao longo da franquia. Não vou falar mais para não dar spoiler.

Creio que veremos nos próximos filmes uma tour pelo mundo junto com Newt. Também acho que podemos esperar ver o famoso duelo entre Dumbledore e Grindelwald pela posse da Varinha das Varinhas. Esse foi apenas o primeiro de cinco filmes que certamente não serão como os filmes da franquia Harry Potter. E não precisam ser. Esse primeiro filme iniciou uma nova jornada que parece bem promissora.

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