American Horror Story - Roanoke – Review

American Horror Story – Roanoke – Review

O sexto ano de American Horror Story chegou com uma inovação em seu formato e a série começou mostrando um documentário à respeito de uma propriedade amaldiçoada pelos espíritos dos colonos desaparecidos em Roanoke. Vários outros elementos comuns aos filmes de horror atuais foram sendo adicionados, como o batido  “found footage”, utilizado em Bruxa de Blair , REC entre outros, por exemplo. (para saber mais da história leia nosso artigo do primeiro episódio)

O estilo documentário do início foi algo bem interessante e conseguiu  manter a audiência presa a série, apesar da falta de suspense, já que era possível presumir que a família havia escapado da casa no final (ou não estariam contando a história). É após o 5º episódio que tudo muda.  Os verdadeiros sobreviventes retratados no documentário “My Roanoke Nightmare” foram chamados, juntamente com os atores que os interpretaram no programa, para voltar a casa numa sequência chamada “Return to Roanoke: Three Days in Hell“. O formato seria um reality show tipo Big Brother, com câmeras por toda parte capturando todas as reações de cada confinado. Sustos fabricados pela produção e alguns ressentimentos entre os participantes prometiam render um ótimo show. Aí é onde fica uma crítica ao formato televisivo atual, que explora as tragédias e as dores da vida alheia sem qualquer ética ou escrúpulos, tudo em nome da audiência. Situações bizarras se formam por causa da ambição insensata do produtor do programa, Sidney James (Cheyene Jackson), que trata tudo e todos de modo muito superficial.

Se o intuito dessa temporada era assustar e chocar os espectadores  podemos dizer que o objetivo foi alcançado. Há muito sangue, tortura, canibalismo, fantasmas, ilusões e etc. E a série não ameniza no final, chegando em alguns momentos a mostrar cenas que podem ser consideradas apelativas por boa parte dos fãs da série por causa da violência explícita.

Apesar do clima e do início promissor a série é cheia de furos no roteiro e situações impossíveis,  como os personagens de Lily Rabe (Shelby) e André Holland ,(Matt) retornarem a casa depois de tudo que passaram lá, apenas para participar do reality show. Ficou bem difícil de engolir também os personagens estarem correndo risco de morte e não pararem de gravar tudo com os celulares.

American Horror Story RoanokeOutra coisa que falhou nessa temporada foi o desenvolvimento dos personagens. Isso fez com que ficasse difícil para a audiência criar empatia com eles. Bateu uma saudade de personagens marcantes como Lana Winters (Sara Paulson) e a Irmã Judi (Jessica Lange). Nessa temporada nenhum personagem foi explorado a fundo. A personagem Lee Harris vivida por Adina Porter foi a melhor desenvolvida. Sua questão emocional, seu vício e as suspeitas que recaíram sobre ela tornaram-se o centro da trama. Entretanto seu final teve um desfecho muito aquém do esperado.
Apesar disso as atuações estavam excelentes, com destaque para Kathy Bates e Sarah Paulson. A ganhadora do Emmy pela temporada passada, Lady Gaga, mal apareceu em Roanoke.

No início do reality show “Return to Roanoke: o espectador já é avisado de que só restaria um sobrevivente. A meu ver essa informação deixou a coisa um pouco sem graça. Também muitas pontas foram deixadas soltas, o que me decepcionou em alguns momentos.

American Horror Story: Roanoke saiu do padrão da série, ousou e inovou. E como já citado, o terror está bem presente, o que agrada ao publico. Porém faltou um pouco de consistência na história. Foi uma boa temporada, mas poderia ter sido muito melhor.

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