Rogue One Crítica

Rogue One é um presente para os fãs antigos

Em uma galáxia muito, muito distante…

Star Wars: Rogue One é um delírio para os fãs adultos da saga, com um roteiro coeso e direito a muitos fan services, que servem em alguns casos para justificar lacunas no roteiro da trilogia original, mas sem forçar a barra. Não que o filme não agrade os mais novos e os viajantes de primeira viagem. O filme funciona sozinho, mas claro que com a nostalgia fica ainda melhor.

A história se passa entre o episódio III (A vingança dos Sith) e o episódio VI (Uma Nova Esperança) e começa do ponto de vista de Jyn Erso (Felicity Jones), a filha do cientista Galen Erso (Mads Miklensen) que foi capturado pelo império para desenvolver a famosa estação bélica chamada Estrela da Morte. Os rebeldes planejam roubar os planos da estação para derrotar o império e isso justifica finalmente o porquê dessa super arma ter um ponto fraco que possibilitaria sua destruição por completo, como visto no episódio IV.

Se antes, na trilogia original, era literalmente preto no branco, sendo o personagem ou Jedi ou Sith, ou bom ou mal, aqui há outras nuances . Por exemplo membros do Império que talvez tenham mudado de lado. Talvez pois há uma desconfiança a respeito da motivação dos personagens que cria uma pequeno tensão envolvendo alguns dos integrantes da missão.

Como já falamos aqui no site esse é o primeiro filme da saga sem que um Jedi seja o principal. Na verdade nesse filme não aparecem Jedis e, com isso, os integrantes da missão Rogue One acabam sendo mais “comuns” , apenas acreditando na Força e na causa rebelde. Inclusive há uma referência a religião, envolvendo a Força canalizado por Chirrut Imwe (Donnie Yen) que é incrível. Os personagens do filme são pequenos perto dos mais conhecidos membros da Aliança Rebelde. Pequenos mas essenciais para a grande história que vemos na saga de Luke, Leia e Han. No filme é mostrado através de Saw Guerrera (Forest Whitaker)a facção extremista dissidente da Alianca que até então não tinha sido mencionado nos filmes.

Como dito os fan services são muitos, com muitas aparições conhecidas, frases e, é claro, a trilha sonora que mesmo não tendo sido assinada por John Williams não deixa de apresentar os temas clássicos revisitados por Michael Giacchino.

O CGI também é muito bem feito. As cenas de batalha envolvendo Tie Fighters, X-Wings e Star Destroyers são muito bonitas visualmente, envolventes e realistas. Há também cenas da Star Destroyer dentro da atmosfera durante o dia e belas locações que são palco de grandes batalhas. Há também muitos planetas que nunca foram mostrados antes de Rogue One.

Apesar de ser um spinoff de Star Wars todos os elementos como fotografia, sons, esquemas e estilos visuais estão dentro do padrão dos outros filmes, tudo muito bem orquestrado pelo diretor Gareth Edwards. Até o novo dróide, K-2SO,  traz o alivio cômico outrora executado por C3-PO e R2-D2. Mas K-2SO é um ex droide do império e por isso tem habilidades de combate e possui um ar mais sombrio.
O lorde Darth Vader aparece no filme (isso não é spoiler pois estava nos trailers) e vale cada segundo em tela. Há uma cena em que ele consegue ser tão ou mais ameaçador do que na trilogia original.

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Não podemos deixar de citar o Grand Moff Tarkin, que foi interpretado por Peter Cushing, ator falecido em 1994. Para aparecer no filme ele foi totalmente recriado digitalmente. Apesar de visível o CGI, é possível passar despercebido por alguns olhos.
A protagonista vivida por Felicity Jones às vezes deixa de expressar algumas emoções em momentos críticos da vida dela. A atriz não tem o carisma de Daisy Ridley como Rey em O Despertar da Força.

O último ato, em especial os últimos minutos do filme, fazem qualquer fã de Star Wars se arrepiar. E ainda faz uma ligação direta com Uma Nova Esperança.

Rogue One inova como raramente é visto num blockbuster em relação ao destino de seus personagens. Emociona pela história e por toda a homenagem que presta aos filmes que vieram antes. Merece ser visto e revisto no cinema.

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