Ex Machina Crítica

Ex Machina: filme traz uma visão pessimista sobre a singularidade tecnológica

Ex Machina talvez tenha passado despercebido por muitos fãs de ficção cientifica e não sem motivo pois o excelente filme de 2015 saiu direto para locação no Brasil, o que foi uma pena pois teria sido ótimo ver esse filme nas telonas e com certeza teria alcançando um público maior.

O filme do diretor Alex Garland (A Praia) conta a história de Caleb (Domhnall Gleeson), um programador que é selecionado pela empresa em que trabalha, a BlueBook (qualquer semelhança com o Google não é mera coincidência) , para participar de uma experiência na casa do CEO da empresa, o excêntrico Nathan (Oscar Isaac). Excêntrico pois foge um pouco do estereótipo geek/nerd esperado de um programador super habilidoso que escreve códigos desde os 13 anos. Barbudo, porte atlético, direto, paranoico e alcoólatra, esse é Nathan. Ele convida Caleb a passar alguns dias em sua casa para testar uma nova tecnologia desenvolvida pela empresa. Ao chegar no local, um labirinto de alta segurança isolado da civilização, Caleb descobre que sua missão é aplicar o teste de Turing em uma androide chamada Ava (Alicia Vikander). O teste serve para verificar se, de fato, se trata de Inteligência Artificial ou imitação apenas do comportamento humano.

Apesar de ser um filme de ficção cientifica há uma boa dose de suspense, mistério e até horror. Quem está realmente sendo testado? Boa parte do filme você fica com essa dúvida e é perceptível a ideia da criatura versus o criador. O clima é de suspense, como se uma catástrofe estivesse a ponto de ocorrer. Em quem confiar?

Ex Machina

O filme conta com diálogos incríveis entre os três personagens. Nada muito complicado no sentido técnico mas de natureza mais filosófica. O que é pensar? Se comprovada a inteligência da “criatura” o que ela se torna para nós? E nós para ela?  O filme tem um orçamento baixo para os padrões, principalmente se tratando de ficção cientifica (U$15 milhões) mas usa muito bem cada centavo, criando um ambiente perfeito para a história. A casa com seus inúmeros cômodos e instalações é claustrofóbica, o conceito visual da androide também é impressionante e tudo funciona a favor da história e não apesar dela, não há exageros.

Vale destacar a atuação de Oscar Isaac, que tem se mostrado um camaleão no cinema. Alicia Vikander também está ótima no papel de Ava .

Apesar do roteiro ser extremamente interessante o filme é pra quem gosta do gênero ficção com suspense. O ritmo as vezes é lento e o final contém um plot twist bem previsível, mas não deixa de ser um excelente filme com muitas questões filosóficas e temas bem atuais. Fica como nossa indicação.

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