Assassin's Creed Filme Crítica

Assassin’s Creed – Será que a nova tentativa de Hollywood de adaptar um jogo para o cinema deu certo?

O filme Assassins Creed (que milagrosamente não ganhou um título traduzido para o português e nem um subtítulo), dirigido por Justin Kuzel, falha no que poderia ser uma das adaptações mais bem sucedidas de um game para as telonas. Pois é, não foi dessa vez. De novo.

Quem conhece ao menos um pouco a história de Assassin’s Creed sabe que a ela é muito rica. O jogo une História, ficção científica e  fantasia, ambientando a ação em períodos como o das Cruzadas, do Renascimento, Guerra Civil Americana e da Revolução Francesa, por exemplo. Há MUITO material para ser adaptado, mas o que vemos no filme é pouquíssimo do “passado” e muito mais do “presente”. As cenas onde Cal Lynch (Michael Fassbender) aparece na Espanha do século XV são poucas. O importante na trama é ele revelar onde a Maçã do Éden está guardada para que no presente os personagens Rikkin (Jeremy Irons) e Sofia (Marion Cotillard) se apoderarem dela e assim anulem o livre arbítrio da humanidade, erradicando a violência no mundo. Simples assim!

O começo do filme é interessante. As partes boas do filme correspondem as cenas de  treinamento de Cal, onde ele aprende os movimentos e parkours, e algumas poucas cenas de perseguição. O visual do filme é bom mas também tem falhas. No game as cidades são mostradas com detalhes, mesmo nos jogos mais antigos da franquia. Aqui uma águia faz esse papel para o espectador, mas nada com muita profundidade. Também algumas cenas de batalha tem muita fumaça e fogo, no que parece ser uma maneira de disfarçar alguma falha técnica de CGI.

Sai a Cadeira do Animus para entrar o braço mecânico, o que até faz sentido para os movimentos. O que não faz sentido é a necessidade de as cenas de batalha sempre intercalarem  passado e presente com Cal na máquina. Desnecessário.

Assassin's Creed Filme

O que mais se aproxima de um vilão aqui é Rikkin, mas é fraco e sem carisma. Sofia, sua filha, é um personagem perdido em suas próprias ideias, uma hora está do lado de Cal e contra o pai, outra hora o oposto.

O terceiro ato, ao invés de criar um clima de tensão, derrapa também. Há uma cena de porradaria generalizada e só. Quando você menos espera o filme se encerra, com uma promessa de vingança e um gancho para continuação. Será que eles vão mesmo arriscar continuar essa franquia?

Assassin’s Creed é um desperdício generalizado. De dinheiro, de história, de bons atores e do tempo (e grana) de quem vai ao cinema assistir. Uma pena.

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