O Iluminado de Kubrick

As melhores e piores adaptações de livros para os cinemas

Filmes baseados em livros de sucesso já tem meio caminho andado, certo? Errado. Quantas vezes você já ouviu ou proferiu a célebre frase: “o livro é muito melhor” após assistir a uma adaptação? Mas, às vezes, o resultado não só é satisfatório como genial e chega mesmo a superar a experiência da leitura. Vou listar aqui algumas de minhas preferidas e mais detestadas adaptações.

Antes quero deixar algumas coisas claras: 1- Não pretendo fazer uma resenha de cada filme aqui. 2- É uma lista bem despretensiosa que jamais busca dar a palavra final. 3-  Se trata de uma lista pequena e com filmes modernos, muitos filmes ficaram de fora. 4- Não coloquei como adaptações ruins filmes que já vieram de livros ruins (na minha opinião). Ou seja: aqui não será possível encontrar as adaptações da série Crepúsculo, 50 Tons de Cinza ou de O Apanhador de Sonhos pois, para mim, não poderiam render boas adaptações de qualquer maneira. Para concordar, discordar e comentar sua opinião à respeito sinta-se à vontade.

As melhores:

O Iluminado de Kubrick:

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O filme dirigido por Stanley Kubrick que estreou nos cinemas em 1980 é baseado no livro O Iluminado de Stephen King, lançado em 1977. A história de Jack Torrance e sua família, isolados em um Hotel  cercado pela neve é cheia de suspense e momentos realmente assustadores. A direção de Kubrick, sempre obcecada por detalhes, traz imagens impressionantes, como as clássicas cenas nos corredores do Overlook. Jack Nicholson será sempre lembrado por sua atuação como o enlouquecido Jack perseguindo  sua esposa Wendy com um machado.

O Silêncio dos Inocentes:

O Silêncio dos Inocentes

O livro de Thomas Harris rendeu um filme que ganhou os cinco mais importantes prêmios Oscar (Melhor Diretor, Melhor Filme, Melhor Roteiro, Melhor Ator, Melhor Atriz). O longa, dirigido por Jonathan Demme e lançado em 1991 é um verdadeiro clássico do suspense e traz as incríveis performances de Jodie Foster e Anthony Hopkins como Clarice e Hannibal Lecter.

…E o Vento Levou:

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O livro Gone With the Wind da escritora Margaret Mitchell foi adaptado em 1939 sob a direção de Ian Fleming e é um épico com cenas memoráveis que fazem parte da história do cinema. Vivien Leigh e Clark Gable como Scarlet O’Hara e Rhett Butler formam um dos casais mais inesquecíveis da telona.

O Poderoso Chefão:

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Francis Ford Coppola dirigiu a saga da família Corleone escrita por Mario Puzo e assim nasceu um clássico do cinema onde Marlon Brando mostra todo seu talento, ao lado de Al Pacino.

O Senhor dos Aneis (trilogia):

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J.R.R. Tolkien lançou O Senhor dos Anéis, sua obra prima e um dos livros mais amados ao redor do mundo, em 1954. A trilogia de filmes dirigida por Peter Jackson trouxe para a vida as linhas escritas por Tolkien e o resultado foi mais que satisfatório. Foi surpreendente ver algumas cenas imaginadas por mim ao ler o livro exatamente mostradas na tela. Uma experiência inesquecível. Eis o que um trabalho feito com respeito ao espírito da obra original é capaz.

Os piores:

Entrevista com o Vampiro:

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O filme de Neil Jordan lançado em 1994 não é ruim. Aliás é muito bom e eu gosto muito do visual que ele apresenta e das atuações de Brad Pitt e Kirsten Dunst como a pequena Cláudia. Tom Cruise também não está mal, apesar de o Lestat do livro não se assemelhar muito a ele. O problema do filme é que o embate filosófico de Louis e Lestat se perde. O livro é mais que uma história de cão e gato (e ratos). Há emoções sutilmente mostradas nos personagens do livro que são ignoradas no filme, assim como características importantes de suas personalidades. Um bom filme mas muito fora do espírito da obra de Anne Rice.

Perfume: A História de um Crime:

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Apesar da fotografia e da produção esmerada do filme, fica muito difícil realmente transmitir na tela a experiência sensorial provocada pela leitura do livro O Perfume, de Patrick Süskind (1985). O pior porém foi transformarem o protagonista, Jean-Baptiste Grenouille numa vítima e tentar fazer com que o público simpatize com ele no filme dirigido por Tom Twyker. Essa não é a essência de seu personagem, quase um inumano no livro.

O Hobbit (trilogia):

O Hobbit (trilogia)

A pergunta é: como alguém pode acertar tanto uma coisa e depois, ao repeti-la, errar desgraçadamente? O erro inicial foi, como diria Bilbo, tentarem passar um “pouco de manteiga numa fatia de pão grande demais”, transformando um livro curto em três longos filmes. Seria uma ganância maior que a de Smaug?

O Iluminado de Stephen King (1997) :

O Iluminado de Stephen King (1997)

Lançado em formato de mini-serie, a produção de 1997 foi uma resposta de King ao longa de Kubrick que não o agradou nem um pingo por causa da falta de fidelidade ao livro. Resultado: uma bela porcaria.

Por último mas não menos importante…

O Iluminado de Kubrick:

O Iluminado de Kubrick

Não, não sou bipolar (acho). O problemático aqui é Jack Torrance, que já chega louco no Overlook (claro, era o Jack Nicholson). Shelley Duvall como Wendy parece uma histérica, não é à toa que com esses pais o menino veja coisas! No livro o pai é um cara bom mas que possui fraquezas que o Hotel usa para alcançar o garoto Danny. A mãe é um personagem importante que faz muito mais que apenas gritar e Jack tem seu momento de redenção no final, o que lhe foi negado no filme. Boooo!

E ai? O que achou? Deixe seus comentários.

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