Punho de Ferro Netflix

Punho de Ferro tem conversa demais e luta de menos

Punho de Ferro chegou para apresentar o último herói que nos faltava conhecer da liga de heróis da futura série da Marvel/Netflix “Os Defensores”. Infelizmente falhou em muitos aspectos, estando claramente abaixo da qualidade das suas antecessoras, até mesmo da fraca Luke Cage.

A história começa mostrando Danny Rand(Finn Jones), o milionário herdeiro de uma grande empresa, voltando para sua cidade, Nova York. Quinze anos antes ele havia sofrido um acidente de avião e sido dado como morto. No acidente morreram seus pais mas ele fora resgatado com vida dos destroços pelos monges de K’un-Lun, no Oriente. Lá, durante todo o tempo em que esteve desaparecido, ficou treinando artes marciais e recebendo ensinamentos místicos, tornando-se a “arma viva” conhecida como Punho de Ferro. Sim, Danny é um ricaço que fica um tempo dado como morto quando na verdade está treinando e que, anos depois, retorna para sua cidade para fazer justiça (essa história parece familiar?).

Os problemas começam já nos longos primeiros episódios focados na trama empresarial. Muito tempo é desperdiçado dentro do prédio da Rand.
Outro problema é a falta de flashbacks explicativos. Muitas vezes esse recurso é irritante, mas seria bom ver o treinamento de Danny e conhecer mais o universo místico envolvendo o personagem. Não há uma base para você acreditar no herói que, além de tudo, é um herói incompleto e que não domina o poder. O famoso “Punho de Ferro” é pouquíssimo utilizado, a melhor cena envolvendo o punho só acontece no último (!) episódio.

As lutas, quando acontecem, são mal coreografadas e mal filmadas.  Falta muito para uma série onde o personagem principal é um lutador de Kung Fu. Danny consegue levar canseira até na briga com pessoas comuns. Há algumas manjadas cenas de “luta no corredor” e muitas outras no escuro, como é comum nas séries da Marvel/Netflix. Outro ponto é a construção dos personagens. Nesse quesito Punho de Ferro patina muito tempo tentando isso, sem sucesso.

O elenco é bom. Tom Pelphrey, que interpreta Ward Meachum, consegue mostrar as várias camadas de seu complexo personagem. A atriz que faz Collen Wing (Jessica Henwick) está bem no papel e suas cenas de luta passam credibilidade. Porém é o ator Finn Jones que não convence no papel principal. Infelizmente pois ele não é um mau ator. Um grande vilão é Harold Meachum e David Wenham está muito à vontade na pele do monstruoso empresário. Uma pena que perderam muito tempo com o Tentáculo e não desenvolveram mais sua participação na história. Por causa disso o final ficou meio morno.

Punho de Ferro é a última série solo de herói antes do time se reunir para Os Defensores e, apesar de algumas menções aos que foram mostrados antes, faltou uma ligação maior. O único elo entre eles é a personagem Claire (Rosário Dawson). Não há uma conversa que indique a reunião, nem uma participação especial de algum deles.
Tudo isso somado ao fato de serem treze longos episódios (com quase uma hora de duração cada) faz com que Punho de Ferro possa ser  considerada a pior entre as séries da Marvel/Netflix. E Os Desfensores? O que podemos esperar da reunião de Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro?

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