Criatividade e loucura andam juntas na comédia Frank

Frank (2014) é dirigido por Lenny Abrahamson, que ficou conhecido em 2015 pelo comovente O Quarto de Jack. O filme conta a história de Jon (Domhnall Gleeson), um jovem aspirante a músico que tem sua oportunidade de entrar numa banda quando o tecladista desta tenta se suicidar. Nessa banda ele vivencia experiências um tanto incomuns.

Como todo músico amador Jon sonha com o estrelato e acredita que terá essa chance tocando no “The Soronprbs”, que faz um som bem experimental e é liderado pelo vocalista Frank (Michael Fassbender), um rapaz que usa uma cabeça de papel machê e nunca a tira, nem pra dormir ou comer, criando assim um mistério em torno do personagem.

Jon é convidado a ir com a banda para a Irlanda (eles estavam na Inglaterra)e ele aceita pensando se tratar de um show. Chegando lá Jon percebe que o verdadeiro propósito do grupo é se isolar para gravar um álbum. Jon fica meio perdido com essa ideia no começo, mas por fim aceita o desafio.

Frank filmeA curiosidade que é criada no espectador sobre o passado de Frank, assim como sobre sua feição, é vivida pelo protagonista  que, sendo o membro mais novo da banda, tenta descobrir alguma coisa sobre o enigmático colega.

Apesar de o tema ter relação direta com música não espere uma trilha sonora elaborada ou partes muito musicais. Como dito no início a banda faz um som experimental e isso se reflete também na maneira como a musicalidade se desenvolve no filme.

Todos seguem Frank sem questionar, talvez levados pelas próprias esquisitices. Clara (Maggie Gyllenhaal) é agressiva e deixa claro para Jon que o odeia e despreza. Don é um ex-viciado em fazer sexo com manequins, Baraque (François Civil) é o guitarrista na banda há algum tempo, mas não fala a língua deles. O mais “normal” ali é Jon e isso causa um forte impacto no grupo. Jon não se encaixa, o que gera um conflito que faz com que a banda precise redefinir seu futuro.

O filme é uma comédia dramática e segue bem o rótulo. Não há momentos para se dar risadas, mas sim situações engraçadas nada usuais. O clima é leve, apesar de todos os conflitos, mistérios e esquisitices.

A música executada no final pelos próprios atores é excelente e mostra bem o resultado da jornada da banda.

Frank não é para todos os gostos por ter um certo ar “cult” e um ritmo lento. Mas não é um filme longo e a experiência é bem interessante. Fica nossa dica.

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