Episódio piloto de American Gods é fiel a obra original

Deuses Americanos (American Gods) finalmente estreou aqui no Brasil na última segunda-feira (01/05). O piloto apresenta ao público alguns dos principais personagens da história e mostra a já inconfundível estética de Bryan Fuller, conhecido pela série Hannibal, além de muita violência (e muito sangue).

Quem leu o livro (confira nosso review da obra de Neil Gaiman Deuses Americanos aqui) sabe que o episódio inverteu um pouco a ordem da história, começando pela chegada do deus Odin a América, trazido pelos primeiros homens nórdicos que chegaram ao Novo Mundo, bem antes da descoberta do continente. Com isso fica clara a temática do show. Estamos falando de fantasia e mitologia, de como nascem e se fortalecem os deuses com a fé e a devoção humanas (assim como eles se enfraquecem e morrem se forem esquecidos pela humanidade).

Mas, como é o costume das histórias criadas por Gaiman, a fantasia se mistura com a realidade e é aí que entra o grandalhão Shadow Moon, um homem que cumpriu um tempo na prisão por agressão e é colocado em liberdade alguns dias antes do determinado para poder comparecer ao funeral da esposa, morta tragicamente num acidente. Livre, mas deprimido e sem qualquer perspectiva, sua vida toma um rumo inesperado quando um homem misterioso, que não aparenta ser de confiança, cruza seu caminho.

O elenco mostrado nesse primeiro episódio caiu como uma luva nos personagens, com destaque para Ian McShane como Wednesday e a nigeriana Yetide Badaki como Bilquis. Aliás uma certa cena dessa última era muito esperada pelos fãs do livro. Sim, a cena foi adaptada para a tela e de um modo bem fiel. Talvez não seja aconselhável assistir na sala com sua avó, por exemplo.

Ricky Whittle como Shadow está meio inexpressivo, mas o personagem no livro também é assim, então está OK por ora. Pablo Schreiber se apresenta como um Leprechaun e protagoniza uma ótima cena num bar, junto com Shadow e Wednesday.

Por enquanto estou achando bem fiel ao livro e a estética visual de Fuller, que dá a cada cena um toque onírico e fantasioso, me agrada bastante. Não vejo a hora de conhecer os demais personagens e ver o desenvolvimento dessa história. Algumas modificações são esperadas, não só para aprofundar mais a história de cada personagem, mas também para atualizar alguns aspectos do livro, que foi escrito em 2001.

E vocês? Gostaram da estreia de Deuses Americanos?

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