Alien: Covenant – novo filme da franquia Alien merece sua chance

Alien: Covenant é o novo filme da franquia Alien e traz a sequência do prequel Prometheus, tentando mostrar a origem do alienígena mais querido do cinema (sorry, Spielberg). Prometheus, logo no início com os esquisitões Engenheiros (que mais pareciam bebês gigantes de fraldas) deixou os fãs com o pé atrás. A sequência inicial de Covenant foi mais feliz ao mostrar uma conversa entre David (Michael Fassbender) e Peter Weiland (Guy Pearce), antes dos eventos ocorridos em Prometheus. A cena parece um pouco desconectada do resto do filme, mas o diálogo entre eles (criatura e criador) sintetiza um pouco das questões existenciais que a franquia vem tentando abordar ultimamente. A audiência está interessada em saber a origem do xenomorpho, já alguns personagens buscam a origem de si mesmos. Prometheus já havia começado a trazer essa temática e o próprio nome já dava a dica, afinal Prometeu foi o titã que ajudou a criar a humanidade e deu aos homens o fogo dos deuses, um desafio que não ficou sem castigo. O diálogo entre David e Peter não só pincela essas questões, mas também esclarece muito sobre as motivações por trás das ações de David ao longo do filme.

O roteiro é uma cópia do Alien de 1979. A nave Covenant, pilotada pelo sintético Walter (Michael Fassbender), é danificada no espaço e isso obriga a tripulação a sair antes da hora do hipersono. Um sinal vindo de um planeta próximo é captado e o capitão Oram (Billy Crudup) decide checar, já que os dados sobre o planeta mostram que se trata de um ótimo candidato a ser colonizado. Claro que a Ripley da vez, Daniels, (Katherine Waterston) protesta e, claro, isso não faz a menor diferença. Um grupo de tripulantes pousa no planeta, sem qualquer equipamento de segurança, máscaras, nada. Mandou mal capitão Oram!

O filme tem um belo visual e ótimos efeitos especiais. A trilha sonora não está tão marcante, mas é eficiente. O clima de tensão é palpável, embora não aconteça nada que possa surpreender os fãs da franquia. Fassbender interpreta dois papéis e Waterston tem o peso da comparação com Sigourney Weaver, ambos estão muito bem. James Franco faz uma pequena aparição logo no inicio do filme.

img3Alien: Covenant levanta questões relevantes (quem somos? O que somos? De onde viemos? Fé ou razão?)  mas não sai da superfície. Além do mais a tentativa de explicar a origem do xenomorpho deixa mais perguntas que respostas. Entretanto o filme é bem melhor que Prometheus e deu um fôlego para a franquia. Definitivamente merece uma chance.

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