Arrow – Review da quinta temporada

Quando Arrow foi concebida os produtores disseram que a série duraria cinco temporadas e que a história seguiria paralelamente com flashbacks que mostrariam os cinco anos em que Oliver passou na ilha. Ao menos uma dessas promessas foi cumprida e os flashbacks dessa temporada  funcionaram melhor, mostrando Oliver envolvido com a Bravta e tendo que enfrentar Konstantin Kovar (um tipo de chefe de fase de games) interpretado por Dolph Lundgren. Por mais que os fãs reclamem dos flashbacks o recurso foi importante para mostrar a evolução do bilionário festeiro até se tornar no herói Arqueiro Verde. Esse processo finamente parece ter terminado no último episódio, no qual vemos como Oliver voltou para casa.

A quinta temporada teve altos e baixos, mas houve uma melhora considerável em relação a fraquíssima quarta temporada.

A começar pelo vilão, Prometheus, que teve apenas uma motivação: deixar o Arqueiro louco, tentando mostrar quem ele realmente é (ou era): um assassino. Um bom vilão faz toda a diferença e esse é muito superior a Damien Darhk.

Outra boa mudança foi o fim de Olicity. A história se desenrolou muito melhor quando deixaram o romance de Oliver e Felicity de lado.

Entretanto o Team Arrow sofreu alterações e isso trouxe alguns problemas. Ficou claro que a série não é planejada previamente e os showrunners vão arrumando as coisas conforme o barco vai navegando.

Na temporada anterior Laurel Lance, a Canário Negro, foi morta e tirada da série (apesar de aparecer como Black Siren na Terra 2 e dar as caras também na Terra 1). Posteriormente surgiu uma meta-humana com os mesmos poderes da Canário, uma coincidência no mínimo conveniente.

Curtis - Arrow quinta temporada Outro personagem questionável adicionado ao time foi Curtis, o cara da TI, que em pouco tempo apareceu lutando ao lado do Arqueiro sem ter tido qualquer experiência de combate anterior. Cinco anos de inferno que Oliver passou se preparando jogados no lixo. Além do mais o personagem é inconveniente na tentativa de humor e usa referências de modo forçado. Para não mencionar a máscara bizarra que não esconde NADA de seu rosto. Uma piada de mal gosto proporcionada por um combo de má atuação, má direção e erro de produção.

Retalho, um que poderia ter sido uma boa adição ao time, foi deixado de lado sem grandes explicações. O personagem era o mais forte dali e poderia ter sido melhor aproveitado.

No final da temporada, para dar um fôlego extra, trouxeram de volta o melhor vilão de Arrow até agora: O Exterminador. Admito que foi quase nostálgico. Muito bom lembrar o tempo em que a série era novidade e ia bem, sem grandes dramas.

Apesar de essa temporada ter sido melhor que a anterior (até porque seria difícil piorar) ainda tem muita coisa errada. Tramas que se perdem, absurdos como o “resgate” de Adrian Chase com os heróis atirando em policiais sem a menor culpa, além das escolhas erradas na condução da história, fazem com que Arrow esteja longe de ser o que esperam os fãs.

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