Filme da Mulher-Maravilha não decepciona os fãs da heroína

Enfim, depois de quase 80 anos desde a primeira HQ, tivemos uma adaptação da Mulher Maravilha para os cinemas. E que adaptação!

Mulher-Maravilha é uma história de origem que mostra a história da princesa Diana (Gal Gadot) desde sua infância na ilha de Themyscira, onde fora criada e treinada como amazona, até sua transformação em Mulher Maravilha.Treinada duramente pela mais poderosa amazona de seu povo, a general Antiope (Robin Wright) e sob a rigorosa supervisão de sua mãe, a rainha Hipólita (Connie Nielsen), Diana é forjada como uma arma e preparada para enfrentar seu destino: lutar contra Ares, o próprio deus da guerra.

Tudo ia bem na vida da jovem Diana até que um avião pilotado pelo agente britânico  Steve Trevor cai na ilha, perseguido pelo exercito alemão em plena Primeira Guerra Mundial. Ele é o responsável por fazer a ligação entre o mundo fantástico de Diana e o mundo real. Diana não hesita em ir para a batalha fora dos limites de Themyscira e acompanha Steve rumo à Guerra com coragem e entusiasmo. Mas Diana nada sabe sobre o cruel mundo dos homens, seus princípios e valores se chocam com a frieza e o pragmatismo dos líderes que encontra pela frente. Apesar de algum excesso de situações constrangedoras logo após sua chegada a Londres, o movimento entre os atos e o modo como fazem a mudança de clima são orgânicos. A sociedade daquela época é brevemente mostrada com ênfase no ponto de vista feminino. O mais interessante no filme e o que o torna diferente dos filmes atuais da DC é a leveza e simplicidade. Parece mesmo que o filme foi concebido por inteiro, com um roteiro sem remendos, feito com muito cuidado. Isso fez toda a diferença.

Mulher-Maravilha CríticaA construção de mundo é excelente. As imagens de Themyscira são lindíssimas, com cores vivas e puras, contrastando com os tons frios e cinzentos da poluída Londres do século passado. As cenas de luta na ilha paradisíaca são de arrepiar, com destaque para Robin Wright, super convincente como a poderosa Antíope

Os pontos negativos ficam por conta do elenco de apoio que, por vezes, é desnecessário. Há uma tentativa de aprofundamento no personagem Charlie que toma tempo e depois não dá em nada e o Chefe está ali para encher linguiça. Outro ponto negativo é o uso do CGI em excesso na parte da guerra e no fim do filme. Em vários momentos percebia-se que não eram atores nem dubles ali. Há cenas mal cortadas e na parte final acontece aquela manjada cena de explosões e raios meio exagerada. Ao menos a destruição ocorreu longe de civis.

Ares, o verdadeiro vilão do filme, não teve muito aprofundamento, mas quando ele veste a armadura clássica vemos o altíssimo nível do combate entre ele e a heroína. Literalmente eletrizante!

No final do filme Diana solta um discurso meio clichê que, com um pouco mais de cuidado, poderia ter sido melhor concebido.

A trilha sonora é um show à parte. O tema da Mulher Maravilha (que já havia sido apresentado em Batman V Superman) é excelente. Elementos épicos e atuais, mesclados com escalas orientais em algumas passagens, fizeram com que a trilha caísse como uma luva para a personagem.

Mulher Maravilha não é perfeito, mas se consagra como um dos melhores filmes da DC e, certamente, como o melhor filme de heroína já visto. Podemos dizer com alguma segurança que Gal Gadot está para Mulher Maravilha como Hugh Jackman está para Wolverine. Filme revigorante e que dá vontade de assistir de novo.

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