House of Cards – Review da quinta temporada

Que House of Cards é uma série muito bem escrita e desenvolvida ninguém duvida. Mas, depois dos acontecimentos da quarta temporada, os fãs poderiam questionar o que poderia restar para os protagonistas Frank (Kevin Spacey) e Claire (Robin Wright) , já que chegaram ao topo do mundo. Para nossa alegria a série conseguiu manter o alto padrão e Frank e Claire prosseguem com suas tramas altamente elaboradas.

No começo da quinta temporada vimos as consequências das eleições presidenciais entre Frank e o forte (porém não tão esperto) candidato Conway (Joel Kinnaman). Confesso que achei esse arco um pouco arrastado, porém tudo tinha um motivo. As jogadas imprevisíveis e certeiras de Frank mais uma vez fizeram com que tudo acabasse do jeito que ele queria.

Frank é um personagem muito interessante, cheio de camadas. O modo como ele se relaciona com Claire e com outros parceiros, as manipulações mirabolantes, os acessos de raiva, a inteligência e a capacidade de reação fazem de Frank um dos melhores personagens da TV atual. Claire também vem se destacando cada vez mais e é nítido o desenvolvimento de seu personagem ao longo das temporadas. Apesar de o casal sempre ter tido interesses mútuos ela com certeza aprendeu muito com Frank, chegando ao ápice no fim dessa temporada. O que será que ela vai aprontar no ano seguinte? Claire já provou ser uma mulher independente e com uma agenda própria, pode ser que a parceria não dure muito mais tempo. A atuação de Robin Wright em nada fica devendo ao aclamado trabalho que Kevin Space vem desempenhando como Frank Underwood, mas com ainda mais classe.

Outro personagem que chegou ao máximo (no quesito lealdade pelo menos) é Doug Stamper (Michael Kelly). Será que essa lealdade vai durar para sempre?

Nesse quinto ano parece ter havido uma mudança no tom da série, que ficou mais suspense, clima que a trilha sonora (ótima) reforçou ainda mais, o que me agradou. Por outro lado há  um grande número de personagens e articulações, o que torna  ás vezes difícil  de acompanhar. Mas nada é sem objetivo e tudo tem uma razão, o que recompensa o engajamento do espectador.

O fato que ficou comprovado nessa temporada é que absolutamente todos os que se envolvem com Frank podem acabar mal de uma hora para outra, não só inimigos mas também amigos. Tudo depende da conveniência.

Ainda sem dar spoiler o fim da temporada conta com um belo plot twist que realmente surpreende.

House of Cards encerra mais uma ótima temporada com desenvolvimento muito inteligente do roteiro, sempre à prova de falhas. A série nos faz pensar também sobre como funciona a política, principalmente nos EUA com os partidos Republicano e o Democrata. Apesar disso não tem como não lembrar da nossa situação aqui nas terras tupiniquins. Doug nos mandou um recado dizendo que isso não é uma competição. Concordo, não é mesmo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s