Gotham – Review da terceira temporada

O terceiro ano da série Gotham teve muitos altos e baixos mas, no geral, acabou sendo uma temporada satisfatória, principalmente na season finale.

Após uma segunda boa temporada Gotham retorna mostrando as consequências da fuga de Indian Hill e já introduzindo o arco sobre a Corte das Corujas. Alguns fãs não gostaram por acreditar que a organização não deveria se revelar agora, mas é uma adaptação e a Corte comandou Gotham por séculos. Vale lembrar que vários personagens clássicos já foram mostrados na série mesmo não estando no momento em que, originalmente, deveriam aparecer. A Corte movimentou bem as coisas em Gotham e forçou Bruce a aumentar seu treinamento. A trama se desenvolveu sem enrolação e levou o jovem Wayne um pouco mais perto do herói que se tornará dentro de alguns anos.

O arco da Corte se concluiu rápido, já alguns outros se arrastaram por tempo desnecessário, como o do “amor” entre Oswald e Edward, que acabou se revelando uma história enfadonha e que passou sem grandes consequências. O roteiro poderia ter seguido por um caminho mais simples e seguro na primeira parte da temporada.

Outra trama que perdurou demais foi a do vírus “Alice Tech”. Algumas situações envolvendo esse vírus foram mesmo bizarras. Nos episódios finais ficou claro que esse plot serviria para trazer algum senso de urgência para o grand finale.

É inegável a evolução dos personagens em Gotham. O desenrolar das histórias de Edward Nygma até virar o Charada e de Oswald Cobblepot até se tornar o Pinguim foi excelente. Com destaque para os atores Cory Smith e Robin Taylor que interpretam os vilões com muita desenvoltura e carisma. Selina Kyle também está se encaminhando a passos largos para virar a Mulher-Gato, principalmente no que foi mostrado nos minutos finais da season finale.

Nessa temporada a série explorou mais ainda a loucura que é essa cidade chamada Gotham. Os vilões não sempre se originam de uma maldade própria, mas do ambiente hostil e insano que reina ali.

A série precisa repensar algumas estratégias que não ludibriam mais os espectadores, como matar personagens com a intenção de trazer de volta, por exemplo. Esse recurso é usado a exaustão, inclusive na finale. Além disso temos muitas soluções fáceis, alguns pontos sem muito sentido no roteiro, exageros. Defeitos perceptíveis para os fãs dessa série tão cheia de qualidades.

De qualquer forma foi uma boa temporada, com sub-tramas bem pontuais que deram uma gostinho de “Batman Begins” para a série.

ps. Solomon Grundy vem ai

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