Game of Thrones – Problemas à vista?

O terceiro episódio de Game of Thrones –  A Justiça da Rainha – trouxe alguns fatos marcantes, mas o que mais marcou foi mesmo a enrolação e furos capazes de lançar uma sombra sobre o futuro da série.

(spoilers do episódio)

 

Primeiro vamos ao título. Ficou claro que a tal Justiça da Rainha se referia a vingança de Cersei sobre Ellaria por causa da morte de Myrcella. A série vive estabelecendo comparações entre Cersei e o Rei Louco, Aerys. Depois de explodir Porto Real com fogo-vivo (ao menos uma parte da cidade) assim como Aerys um dia planejou fazer, a Lannister obrigou um inimigo a assistir a morte de seu ente querido sem poder fazer nada, assim como Aerys fez com Brandon Stark e Lord Rickard, seu pai. Será apenas uma referência ou uma pista mais importante?

Por outro lado Olenna Tyrell, conhecida como A Rainha dos Espinhos, também aplicou sua “justiça” ao revelar, minutos antes de sua morte, ser a responsável pelo envenenamento do rei Joffrey, de modo a dar um verdadeiro golpe em sua inimiga, em retribuição pelas mortes de Margaery e de Sor Loras.

O ataque de Euron a frota comandada por Yara Greyjoy e a tomada de Jardim de Cima por Jaime Lannister foram golpes certeiros nas forças de Daenerys Targaryen. Como os inimigos da rainha Dragão adiantaram assim sua estratégia? Parece que existe um traidor entre seus conselheiros. Seria Varys? Ele pode, desde o início, estar conspirando junto com a casa Lannister por alguma razão ainda não revelada. Mas a terceira traição que Dani sofrerá segundo a profecia será por sangue  então o traidor pode ser Tyrion traindo Daenerys para ficar ao lado de seu irmão Jaime. Ou pode ser Missandei ou um dos dothraki que estão com ela, pois ela os considera seu próprio sangue.

Os diálogos entre Dani e Jon, que finalmente se encontraram (para a alegria dos fãs), poderiam ter sido melhores. Falaram e não disseram nada. No fim Jon não disse nada de substancial sobre a urgência de sua missão, nada que realmente pudesse convencer a Mãe dos Dragões. Mesmo assim ela cedeu o minério obsidiana existente em Pedra do Dragão para fazerem armas contra algo que ela não faz a menor ideia. Em troca não ganhou nada, pois Jon não se impressionou com a Targaryen. Enfim, não foi como imaginávamos. Pior ainda foi o reencontro de Bran e Sansa. Quem estava ansioso pela chegada de mais um lobo a Winterfell levou um balde de água fria (ou seria de puro gelo?). Bran agora é o Corvo de Três Olhos e supõe-se que ele esteja um tanto diferente. Diferente, mas não indiferente! Tomara que isso melhore nos próximos episódios. E Sansa, quando começa a testemunhar o poder do irmão, resolve “sair fora”! Anticlimático demais!

Outro ponto incômodo é a ausência de protesto dos populares contra a rainha louca. Recentemente uma revolução religiosa havia sido instaurada com sucesso em Porto Real. A rainha explode todos os sacerdotes e ninguém se importa. Muito estranho.

O teletransporte de Euron até Rochedo Casterly e a cura do escamagris de Jorah do dia para noite são furos do tipo que, acredito, serão cada vez mais frequentes com o número reduzido de episódios da temporada. Aliás não só a noção de passagem do tempo será prejudicada, mas talvez até mesmo resoluções de arcos importantes acabem sendo feitos na correria, o que vai impactar na recepção por parte dos fãs.

De qualquer modo no próximo episódio parece que Dani fará um movimento acertado contra seus inimigos.

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