Planeta dos Macacos: A Guerra – Review

A nova franquia Planeta dos Macacos (que é baseada no livro de Pierre Boulle) é uma unanimidade nas criticas, tanto especializada quanto do público. O reboot adicionou camadas aos personagens e mudou o tom da história em relação as adaptações anteriores. Não é tudo preto e branco, vilões e mocinhos. Humanos e símios têm suas motivações, seus conflitos, fazem boas e más escolhas. O foco é a sociedade formada por macacos liderada por Cesar, que em Planeta dos Macacos: A Guerra tem seu arco como o grande salvador de sua espécie completo, encerrando a trilogia num dos melhores blockbusters do ano.

A história prossegue com a humanidade cada vez mais próxima da extinção, mas ainda querendo exterminar os macacos que estão na floresta sem atacar ninguém. Após uma investida frustada dos militares, comandados remotamente pelo Coronel (Woody Harrelson), César dá o recado: “deixem a floresta para os macacos”. Cesar quer paz entre humanos e macacos, mas os humanos não vão desistir de tentar aniquilar a espécie que tirou de suas mãos o domínio do planeta.

Harrelson está ótimo com O Coronel, um militar afetado pelos eventos apocalípticos que acometeram a humanidade desde a gripe símia e a guerra entre as espécies. Ele tem um misto de profundo ódio e admiração para com símios e crê que sua missão seja eliminá-los, embora acredite que a ordem natural seja a sucessão da humanidade pelos macacos, que dominarão o planeta por fim. Ele está fora de controle e usa os macacos para construir um grande muro para proteger sua base militar contra…humanos.

Cesar (Andy Serkis), por outro lado, está no seu pior momento. O protagonista, que apesar de ser “do bem” , tem que enfrentar conflitos interiores que ameaçam sua atuação enquanto líder e herói de seu povo. A solidariedade, senso de dever e compaixão, que sempre foram presentes em Cesar, começam a ser ofuscados pelo ódio e desejo de vingança, motivações de um outro personagem marcante da trilogia: Koba.

É o companheirismo de outros macacos e de uma humana, Nova (Amiah Miller), que mostra a ele o caminho de volta a sua vocação original. Eles não seriam nada sem Cesar e Cesar não seria nada sem eles.

Planeta dos Macacos Além da menina humana Nova César encontra um novo personagem, o “Macaco Mau” (Steven Zahn) que acabou servindo de alivio cômico no filme, algo inédito até então.

Os efeitos digitais estão melhores do que nunca. As expressões (que são muitas) feitas por Serkis são muito bem captadas e transportadas para a face de César. Dor, choro, lamento, espanto, medo, ódio, afeto, tudo isso é incrivelmente mostrado em longos closes. Só isso já é um show a parte.

O filme é um pouco longo (2h20min) e senti que a transição entre o segundo e terceiro ato foi um pouco esticada demais. Era possível dar uma enxugada no roteiro, que é assinado pelo diretor Matt Reeves, evitando essa sensação de queda de ritmo.

O titulo do filme sugere algo épico, encerrando a trilogia com uma grande guerra, porém esse filme foca muito mais no drama do que na guerra propriamente dita. Há sim boas cenas de ação e conflitos diretos, mas não espere batalhas o tempo todo. O filme praticamente se trata de uma vingança pessoal de César.

Um fato interessante e inesperado foi a mutação do vírus símio que dizimou a humanidade num primeiro momento. Naqueles contaminados por essa nova variedade os efeitos são bem sugestivos: ele atinge a capacidade da fala. Alguns consideram que assim o doente se torna menos humano, ao perder a principal ferramenta que desenvolvemos durante nosso processo de evolução. Cabe a questão: o que nos torna humanos, realmente?

A trilha sonora composta por Michael Giacchino é pontual e marcante e a fotografia fria se torna melancólica por várias vezes.

Planeta dos Macacos : A Guerra encerra a trilogia de modo a altura desse reboot que deu certo, mostrando que há sim como refazer clássicos com qualidade.

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Um comentário sobre “Planeta dos Macacos: A Guerra – Review

  1. A discussão do filme é sensível sobre evolução, intelecto e dominação toca fundo nas falhas da humanidade. Eu amo os filmes como este, também recomendo assistir Professor Marston e as Mulheres Maravilha, este filme é um dos melhores filmes de drama que estreou o ano passado. É impossível não se deixar levar pelo ritmo da historia. Amei que fez possível a empatia com os seus personagens em cada uma das situações. Sem dúvida a veria novamente, achei um filme ideal para se divertir e descansar do louco ritmo da semana.

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