Ozark – Review da primeira temporada

A Netflix tem em seu catálogo series que já “nascem” destinadas ao grande público, tais como Stranger Things, House of Cards e Orange is the New Black. Outras tem um alcance mais discreto apesar de serem muito boas, como foi o caso do lançamento recente Glow. A ótima Ozark se encaixa na segunda categoria e estreia sem estardalhaço

A série traz a história de Marty Byrde (Jason Bateman), um pai de família comum que possui uma empresa de consultoria financeira. Tudo normal, exceto que sua empresa na verdade serve de fachada para lavagem de dinheiro do tráfico comandado por Del (Esai Morales). Marty está enfrentando problemas no casamento ao mesmo tempo em que Del descobre um grande desvio de dinheiro, o que obriga Marty a se mudar para Ozark e lavar ainda mais dinheiro para Del para poder salvar a própria pele.

O roteiro é meio Breaking Bad: o pai de família que, aparentemente, é uma pessoa de bem mas que se envolve em coisas erradas e, eventualmente, perde o controle da situação. Mas Marty é bem menos sombrio que nosso eterno Mr. White e seu foco é salvar sua família.

A princípio o grande vilão da temporada parece ser o traficante Del, mas os problemas de Marty vão muito além. Na nova cidade Marty tem que sobreviver em meio a novos inimigos e bandidos que ali já estavam estabelecidos. O protagonista tem que se virar para fazer o trabalho e ainda precisa lidar com todos os perigos de Ozark.

Jason Bateman, um rosto conhecido pela série Arrested Development, conduz bem o próprio caminho e tem uma atuação OK. Sua esposa Wendy, interpretada por Laura Linney, tem muitas facetas e camadas e a atriz está muito bem no papel. Quem está excelente é Julia Garner interpretando Ruth Langmore. Esse personagem é um dos que mais evoluíram e um dos mais interessantes da série. Ela começa como vilã, se torna do bem, dá a impressão que vai virar vilã de novo e assim por diante. A relação dela com Marty foi muito bem construída. Há também outros ótimos personagens como Buddy Dieker, Roy Petty e Russ Langmore.

Ozark Review

A série conta com 10 episódios de uma hora de duração em média, porém não há espaço para enrolação. Tirando um drama adolescente vivido pela filha de Marty, Charlotte (Sofia Hublitz), que não levou a lugar algum, a série mantém um ótimo ritmo que envolve muita tensão.

Impossível não fazer um paralelo entre Ozark e White Pine Bay (a cidade da série Bates Motel), duas cidades pequenas e afastadas cuja economia gira em torno do tráfico de drogas.

A série só peca na construção de alguns personagens que tem funções relevantes na história, mas que acabam passando batido pela audiência. Já o núcleo principal é muito bem construído, inclusive utilizando flashbacks como recurso para mostrar os eventos que levaram os personagens até ali.

A Netflix resolveu não fazer uma abertura longa e, dessa vez, apenas colocou o logo da série com quatro imagens que tem ligação com o episódio,  por isso elas mudam a cada abertura. Uma ideia interessante.

Ozark é uma nova série que promete crescer muito ainda. Pra quem gosta do gênero thriller, com drama e investigação, é um prato cheio.

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