A Torre Negra – Review

Que Stephen King é um dos autores contemporâneos mais adaptados para o cinema e TV todos sabem. Grandes clássicos do cinema saíram das páginas de seus livros, tais como O Iluminado, Carrie, Christine, À Espera de Um Milagre, Louca Obsessão, entre tantos outros. Há pouco tempo pudemos conferir na TV as adaptações de 11/22/63 (estrelada por James Franco) e a decepcionante Under The Dome. Atualmente estão sendo exibidas duas séries de TV baseadas em sua obra: The Mist e Mr. Mercedes, com a última sendo bem promissora. No cinema King também está em alta e os fãs contam os dias para a estreia do remake de It, mas antes existe A Torre Negra, que após uma década de idas e vindas na produção finalmente estreou no cinema. E agora? A Torre Negra entra na lista das piores ou das melhores adaptações de Stephen King?

A Torre Negra é uma série de livros que mistura fantasia, ficção científica, western e terror. Num universo fictício Roland Deschain é o último de uma antiga linhagem conhecida como Os Pistoleiros. Sua missão no filme é destruir o feiticeiro Walter Padick, também conhecido como Homem de Preto, por ter assassinado seu pai. Walter, por sua vez, se concentra em destruir A Torre, uma estrutura física e simbólica que se encontra no centro de vários mundos. É ela que se interpõe entre esses mundos e a escuridão que vem de fora. É dito que a mente de uma criança pode destruir a Torre, por isso Walter está sempre procurando uma criança para utilizar sua energia mental com esse propósito. Aí que surge Jake Chambers, um menino de Nova York que possui uma grande quantidade do que é chamado de “o brilho” (numa clara referência ao livro O Iluminado) o que faz dele um alvo para Walter. Chambers tem sonhos com a Torre, assim como com o Pistoleiro e Walter e, através desses sonhos, acha um portal que o leva até o Mundo Médio (Terra-Média manda lembranças), onde encontra o Pistoleiro e um vínculo mestre-aprendiz se forma entre eles.

Matthew McConaughey interpreta Walter enquanto Idris Elba encarna o Pistoleiro. Ambos, especialmente Elba, lutam contra um roteiro confuso e, por vezes, sem sentido, para fazer um trabalho de qualidade. Muitas ramificações da história dão em nada, os efeitos especiais são mal executados, algumas linhas de diálogo são pobres demais e a sequência final não atinge o clímax. O duelo entre Roland e Walter parece copiado de Matrix, mas com qualidade de efeitos especiais inferior ao filme de 1999.

Alguns momentos são interessantes, especialmente os que mostram a ligação que se forma entre Roland e Jake. Pena que não houve espaço para um melhor desenvolvimento. Um filme curto, com duração de 95 minutos apenas, insuficiente para trabalhar corretamente os personagens e explorar o rico universo mítico em que se baseia, mas ao mesmo tempo longo, cansativo demais. Não chega a ser o pior filme baseado em Stephen King, mas está longe dos clássicos. Resta torcer para que It se saia melhor.

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