Game of Thrones – Season finale tem altos e baixos

(com spoilers do episódio)

Entre tantas teorias sobre o que estaria por vir em Game of Thrones pelo menos uma acertou: a de que essa temporada teria problemas no desenvolvimento por ter apenas sete episódios e muita coisa pra mostrar, já que se trata da penúltima temporada da série. Bingo!

Nesse ano, muito mais que nos anteriores, a audiência amargou furos no roteiro com teletransportes, personagens sumidos, resoluções mal pensadas e muitas pontas soltas. Para piorar a temporada foi alvo de vazamentos e ameaças por parte de hackers, que inclusive ameaçaram vazar o último episódio, o que acabou não acontecendo, graças aos Sete.

Mas nem tudo foi perdido e, apesar de tudo, The Dragon and the Wolf teve seus bons momentos.

Pontos altos:

-A melhor cena do episódio ficou por conta do encontro dos irmãos Tyrion e Cersei. Lena Headey e Peter Dinklage mais uma vez mostraram porque são tão premiados, entregando atuações emocionantes. Infelizmente tentar convencer a “mulher mais assassina do mundo” a se aliar a ele e outros adversários se provou uma perda de tempo no fim das contas. Aliás tudo foi inútil e um Dragão se perdeu por uma missão sem futuro. Faz tempo que Tyrion não dá uma dentro!

-O segundo melhor momento foi em Winterfell, onde Sansa expôs os crimes de Mindinho numa cena que mexeu com os nervos de todos nós fãs. Por fim o vilão foi executado e um pouco da minha fé inabalável nas meninas Stark foi recompensada!!

– Reencontros: Tyrion e Bronn, Sandor e Brienne. Estávamos ou não ansiosos para vê-los juntos outra vez? Se a missão rumo ao Sul pra levar um White Walker teve algum aspecto positivo foi esse: juntar essa galera que estava separada há um bom tempo.

– Cão vs. Montanha: o duelo de Claganes está de pé! Foi meio estranho ver, no centro de uma negociação diplomática de suma importância, um membro de uma das partes ameaçar abertamente o outro. Meio fanservice? Certamente! Às vezes tudo o que queremos é um pouco de service.

– Sam e Bran, trocando informações entre si, concluíram que Jon não só é filho de Lyanna e Rhaegar mas o herdeiro legítimo ao Trono de Ferro. Resta saber como isso vai refletir no relacionamento entre ele e o povo do Norte e com sua nova aliada, Daenerys Targaryen.

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-Viserion transformado num dragão de gelo foi de arrepiar. A queda da Muralha também foi uma cena impressionante, não exatamente pelos efeitos visuais, mas pelo significado dentro da história.

-Jaime finalmente escolhe o lado certo na história e dá as costas para Cersei. Por alguns segundos de pura tensão quase acreditei que ela mandaria matá-lo por abandonar seu lugar ao lado dela, mas ela não o faz e Jaime segue para o Norte para lutar ao lado dos mocinhos.

Bonus: a encenação de Euron em King’s Landing e a luta de Theon também marcaram presença pelos homens de Ferro!

Pontos Baixos:

-O fim de Littlefinger: Vê-lo ser executado a mando de Sansa, com suporte de Bran e pelas mãos de Arya foi excelente, mas quem era Petyr Baelish àquela altura? Onde estava o exímio jogador do jogo dos tronos, aquele que de fato iniciou a Guerra dos Cinco Reis? Uma sombra, um Língua de Cobra. Foi pego com tanta facilidade e o modo como ele agiu ao ser acusado foi quase cômico. Sua derrota não foi digna de um dos maiores vilões dessa história e a satisfação em vê-lo cair tampouco foi a esperada;

-“Aquela” cena. Sim, sim, essa cena mesmo. Sabe, para começar, nem toda heroína precisa “ficar” com o mocinho e pode, acreditem se puderem, manter um relacionamento de “brotheragem” com um aliado, o que na história pode ser ainda mais rico do que termos mais um casalzinho, algo que em Game of Thrones sempre atraiu azar. De qualquer modo Jon e Daenerys são tia e sobrinho e não sei qual será a reação dela quando souber mas ele, criado no Norte por Eddard Stark na cultura dos Primeiros Homens e nos padrões rígidos do povo do Norte, talvez não fique tão confortável. Considero esse romance não apenas desnecessário mas também saído de lugar nenhum.

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-Ainda não entendi como o White Walker permaneceu “vivo” tão ao Sul. Segundo Benjen Mãos Frias a Muralha fora construída não só com pedra e gelo, mas também com feitiços e por isso ele não poderia passar por ela jamais. Nenhum dos mortos pode, ou apenas arrombariam os portões e passariam, algo fácil para eles. Além do mais o morto é sujeito ao comando de quem o criou e isso se dá através de magia, Game of Thrones não é The Walking Dead. O pior é que esse plot não serviu para nada na história. Ah, correção: serviu para os Outros obterem um dragão pra tocar o terror. Que maravilha!

Essa temporada foi a menos marcante de todas. Os produtores e roteiristas parecem estar perdidos com tanta história ainda por contar. A situação piorou a medida que o autor George R.R. Martin deixou de se envolver com o roteiro da série. Temo que a próxima temporada seja ainda mais confusa e menos satisfatória. Vamos esperar pra conferir, por enquanto é adeus Westeros, até 2018…ou 2019.

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