The Mist – Review da primeira temporada

Como fã de Stephen King procuro assistir todas as produções de TV e Cinema baseadas em sua obra. Esse ano está particularmente recheado de adaptações do escritor. No cinema temos em cartaz A Torre Negra e o ainda inédito It (com estreia marcada para 07/09). Na TV temos Mr. Mercedes, que estreou nos EUA no início de agosto (ainda sem data de estreia no Brasil) e The Mist, que estreou na Netflix em 25 de agosto.

The Mist é baseada na obra O Nevoeiro e conta a história dos habitantes de uma pequena cidade do Maine que, de repente, se vêem cercados por um denso nevoeiro. À princípio crêem se tratar de um evento climático passageiro, mas pessoas começam a ser atacadas e mortas por criaturas escondidas na cerração.

A série começa mostrando a cidade e seus moradores antes do evento. Junto a alguns personagens clichês como o truculento chefe da polícia local, os garotos valentões do futebol e mães conservadoras temos a família Copeland. Alex, a filha adolescente de Kevin e Eve Copeland, é uma garota tímida que tem como melhor amigo Brian, um garoto homossexual que sofre bullying na escola e também em casa. Um dia ambos vão a uma festa sem a permissão de Eve e algo terrível acontece: Alex é estuprada sob efeito de sedativo. O principal suspeito é Jay, o garoto por quem Alex é secretamente apaixonada. Essa subtrama é interrompida com a invasão do nevoeiro mas continua reverberando, proporcionando um fator de tensão a mais em meio a luta das pessoas para sobreviver.

Um dos temas recorrentes em King é o confinamento (O Iluminado, Under the Dome) e seu efeito nas pessoas. Em The Mist Eve e Alex estão no shopping da cidade no momento em que o nevoeiro começa. Lá, junto com outras dezenas de pessoas (incluindo Jay), ficam presas e Kevin luta para chegar até elas e salvá-las.

The Mist A premissa não é ruim, mas a série não soube desenvolvê-la. Me pergunto que tipo de pessoas são essas que em menos de 24 horas já estão vivendo num caos social total, traindo e enganando, condenando e matando uns aos outros.Tudo bem, o evento não é algo natural e o fato de ter monstros lá fora não traz exatamente tranquilidade, mas acho que pegaram pesado e a maldita cidade parecia ter apenas sociopatas disfarçados de boa gente. Pra piorar o núcleo principal não tem carisma, especialmente Eve (Alyssa Sutherland) e Alex (Gus Birney). Sem querer ser maldosa, mas quem consegue se importar com o que acontece com elas? Eu não consegui.

Algumas cenas são apelativas e não contribuem para a história, como o ato final de vingança executado por Kevin, que só serve para tentar chocar a audiência. Como eu disse: só gente boa nessa cidade.

Os efeitos especiais são meio toscos e a série inteira se passa quase no escuro, mal vemos algumas cenas. Há uma reviravolta interessante nos episódios finais, mas a temporada termina ainda com o nevoeiro na cidade e sem explicar sua causa. Se houver uma próxima temporada talvez achem o ritmo e a série engrene, mas por enquanto The Mist entra para a lista das piores adaptações de Stephen King.

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