Preacher – Review da segunda temporada

A série Preacher divide opiniões desde a sua primeira temporada. Os fãs fervorosos dos quadrinhos costumam denegrir a produção enquanto o público geral, que apenas procura se divertir, tem a expectativa atendida. Mais uma vez esse último grupo se beneficiou pois essa temporada, apesar de altos e baixos, foi muito satisfatória.

Jesse sai em busca de Deus com Tulip e Cassidy. O Santo dos Assassinos continua sua caça ao trio e o primeiro episódio pode ser considerado o melhor da temporada, com muita destruição, violência e sangue. Cenas pesadas, ótimos diálogos e fotografia marcaram a season premiere, um começo com o pé direito.

A busca por Deus faz com que os personagens se desloquem para o sul dos EUA, mais precisamente para Louisiana, o que acabou se tornando uma road trip, sempre com o Santo no encalço. Muitas situações culminaram no destino final de Fiore, que foi bastante interessante e dramático. Na verdade a trama de Fiore foi uma das poucas que continuaram na segunda temporada. Outro caso foi o de Eugene: mandado acidentalmente para o Inferno na primeira temporada, seu objetivo agora é se manter firme enquanto procura uma saída. Esse arco rendeu muitas cenas legais, principalmente as que envolvem Hitler. Também vimos o inferno pessoal do rapaz e assim ficamos sabendo com mais detalhes a origem da deformação em seu rosto. Apenas acho que esse plot durou um pouco mais que o necessário, parecia não ter fim. Outro arco longo demais foi o de Denis, o filho de Cassidy. A relação deles foi interessante até certo ponto, mas depois não levou a nada. No final há uma pequena reviravolta para encerrar essa parte, mas pode ser que cause consequências para lidar no futuro. O Santo, que foi um excelente vilão e causava verdadeiro pavor por onde passava, teve seu destino encerrado por ora e sem ele os protagonistas ficaram muito mais tranquilos.

Preacher segunda temporada

O ponto alto da temporada fica a cargo de Herr Starr, que por sinal apresenta muita semelhança com a versão dos quadrinhos, tanto na aparência como na excentricidade. A atuação de Pip Torrens está excelente. De fato a melhor parte da trama foi envolvendo Starr e a organização secreta que ele lidera, intitulada o Graal. Destaque também para Julie Ann Emery como a agente Lara.

Tivemos muitas cenas em flashback dos protagonistas que serviram para ajudar o espectador a entender melhor seus medos e motivações. As cenas da infância e adolescência de Jesse tiveram relevância na trama, até para ajudar o público a antever certos acontecimentos. A última cena deixou uma ponta solta para a próxima temporada, que pode render bastante história. Aliás muitos ganchos sem explicação foram deixados para a próxima temporada.

Preacher encerra mais uma boa temporada, mesclando acontecimentos principais dos quadrinhos com partes criadas apenas para o formato televisivo. Seth Rogen, ator conhecido pelos filmes de comédia e que é um dos criadores da série e fã declarado da HQ, consegue passar seu humor nonsense para essa história, que por si própria já é bem louca.

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