Fear the Walking Dead – Review da terceira temporada

Fear the Walking Dead , após uma segunda temporada fraca, veio para o terceiro ano com mudanças significativas no elenco, abandonando alguns personagens não tão populares e melhorando algumas tramas. O ritmo, entretanto, continua inconsistente e cheio de situações convenientes demais.

Nessa terceira temporada a busca por um “lar” leva o grupo liderado por Madison a uma comunidade conhecida como Rancho Broke Jaw. Ali novos personagens entram em cena, sendo os mais importantes os membros da família Otto, fundadores da comunidade. Jeremiah Otto, o patriarca, fundou o Rancho antes do apocalipse zumbi, por isso é considerado sábio e previdente pelos demais moradores. Seus dois filhos, Jake e Troy, têm uma relação conflituosa, pois são opostos em suas convicções e modos de atuar. Troy se destaca mais, tanto pela atuação de Daniel Sharman quanto pela importância de seu papel dentro do roteiro.

Victor Strand segue sozinho e encontra um local na fronteira com o México conhecido como a Represa, local rico em água comandado pelo chefão da máfia, Dante, um velho conhecido seu. O interessante desse plot foi a volta de Daniel Salazar, cuja trajetória até chegar ali é mostrada em flashback, proporcionando aos fãs um dos melhores episódios de toda a série. A volta de Salazar foi excelente e o personagem acabou por se tornar um dos mais carismáticos do show.

O que é padrão na série The Walking Dead se repete aqui: onde os protagonistas chegam os problemas começam e assim foi dentro desses dois novos núcleos apresentados. Guerras civis e zumbis acabaram gerando bons episódios, só sendo atrapalhados pela quebra de ritmo entre eles.

img2 A série continua pecando ao apresentar muitas conveniências dentro do roteiro. Certas situações criticas são solucionadas sem que fique claro como, além disso alguns defeitos na montagem foram perceptíveis em alguns pontos. Alycia Debnam-Carey, Frank Dillane e Rubén Blades (Alicia, Nick e Salazar respectivamente) fizeram boas atuações, mas Kim Dickens (Madison) está sofrível. Ela não passa nenhum tipo de emoção em situações tensas, tristes ou mesmo alegres. É o elo fraco do elenco e, ao mesmo tempo, a personagem que está em todas as situações possíveis. A atriz desempenha um trabalho OK em House of Cards porém aqui deixa muito a desejar.

Outro grande defeito da série é a falta de um vilão fixo que realmente imponha medo. Perto do fim da temporada surge o grupo Os Procuradores e seu líder, John, parece representar uma ameaça. No entanto, com os eventos da finale, não acredito que ele prossiga como vilão principal.

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A temporada teve alguns personagens eliminados que já tinham passado da hora de sair de cena e também alguns bons que foram desperdiçados. A trama seguiu por um caminho que, na próxima temporada, terá que se renovar outra vez. E falando em renovação, a renovação da série ainda não foi anunciada, mas um crossover com The Walking Dead sim, o que praticamente garante a continuação.

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