Thor: Ragnarok – Review

Thor: Ragnarok provou que a “fórmula Marvel” ainda não se esgotou. O terceiro filme do Deus do Trovão (décimo sétimo do Universo Marvel) tem a direção de Taika Waititi e é extremamente divertido, praticamente um filme de comédia de super heróis.

O filme acontece exatamente após Vingadores: Era de Ultron. Thor (Chris Hemsworth) precisa impedir que sua irmã mais velha Hela (Cate Blanchett), assuma o comando de Asgard e leve todo o exército asgardiano para sangrentas guerras de conquista pelo universo.

Apesar de a grande maioria da audiência estar situada dentro do Universo Compartilhado, esse filme exige um certo conhecimento prévio dos outros filmes. São muitas menções, piadas, referências e aparições de outros personagens apresentados anteriormente.

No final de Thor: O Mundo Sombrio, Loki (Tom Hiddleston) assume o trono disfarçado de Odin. Naquela ocasião parecia que isso representaria uma grande ameaça para Asgard e os Vingadores, mas essa questão é resolvida muito rapidamente no início de Ragnarok e aquele climão fica todo desperdiçado.

O grande trunfo do filme é não se levar tão a sério. Apesar do peso que o nome Ragnarok leva, o filme não é tenso nem ameaçador em momento algum. O senso de urgência também é refrescado pelas muitas piadas. Apesar de tirar muitos risos da platéia algumas piadas acabaram por ser exageradas, como uma antes da cena da arena. E falando na famosa cena da arena, teria sido incrível se os trailers não tivessem entregado ela inteirinha antes da estreia do filme.

Thor e Hulk

Os personagens estão excelentes e têm uma ótima química. Thor ( personagem e ator) está muito melhor do que nos seus filmes anteriores. Acho que acertaram a mão nele depois de os Vingadores, tanto que voltaram a explorar a curiosa relação dele com Hulk/Bruce Banner e o resultado é impagável. Nesse filme Hulk fica mais em cena do que Banner, não apenas “esmagando” coisas mas com diversas falas engraçadíssimas.

A Valquiria, interpretada por Tessa Thompson, foi uma excelente escolha para acompanhar o herói. Ela, além de durona, é páreo duro para Thor num bar. O Grão Mestre, interpretado de um modo bem caricato por Jeff Goldblum, é outro personagem muito carismático.

Cate Blanchett, para variar, está maravilhosa no papel da Hela. Abusando de sua elegância e voz imponente, ela entrega uma vilã deliciosamente perversa. Só acho que deveriam ter dado a ela mais camadas. Ficou muito show off da “Deusa da Morte”, com pouco conteúdo. Ainda sobre o elenco, todos os personagens essenciais da franquia Thor estão presentes, exceto Lady Sif e sobre isso não deram explicação alguma.

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O visual e a fotografia estão excelentes, remetendo aos anos 80. É impossível, ao ver as cores e ouvir a trilha sonora, não lembrar de Guardiões da Galáxia. As partes no planeta Sakaar fogem um pouco da supracitada fórmula Marvel e são minhas favoritas.

O final do filme cai no padrão e acaba por ser previsível. Há uma cena na ponte Bifrost que ficou confusa quanto a disposição dos personagens. As cenas de luta são bem interessantes, mas como sempre não há uma gota de sangue, mesmo nas que aparentemente são mais violentas. O CGI está bem feito, mas o 3D é quase dispensável, tirando uma cena ou outra e algumas onde ele funciona bem trazendo profundidade.

Thor: Ragnarok é um excelente entretenimento: leve, divertido e um caso raro dentro de uma trilogia, pois é incomum o último filme ser o melhor dos três.

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