Godless: domínio feminino e a volta de Jeff Daniels

Godless é uma produção original da Netflix que remete aos clássicos filmes de faroeste. Mesmo que a fórmula pareça batida, o roteiro é muito bem escrito, tem lindas trilha sonora e fotografia, além de ótimas atuações.

GodlessA série se passa em meados de 1880 e mostra Frank Griffin (Jeff Daniels) e seu ex-parceiro de crime, Roy Goode (Jack O’Connell), num típico enredo de western envolvendo caçada e vingança. Em certo ponto Goode pára em um rancho em La Belle, cidade que passou a ser comandada majoritariamente por mulheres após um acidente numa mina ter matando quase todos os homens do local. Aqui já vemos um cenário bem diferente dos mostrados nos clássicos do gênero, nos quais a mulher ou é a “dama em perigo” ou trabalha no saloon local. Em La Belle as mulheres comandam e dentre elas se destaca a irmã do xerife, Mary Agnes (Merritt Wever), uma verdadeira badass que usa as roupas do falecido marido e é exímia atiradora.

Um dos pontos altos de Godless é o carisma dos personagens. Na série todos tem uma carga de carisma enorme e até mesmo os personagens com menos relevância se tornam marcantes pelas excelentes atuações. Jeff Daniels rouba a cena como o vilão Frank Griffin, assim como Jack O’Connell interpretando seu desafeto, Roy Goode. Merrit Wever faz uma Mary Agnes muito diferente do papel que interpretou em The Walking Dead, mostrando sua grande qualidade como atriz.

Jeff Daniels - Godless

A história dos personagens é contada através de alguns flashbacks muito bem encaixados, sem devaneios, que conseguem trazer as motivações de todos, até mesmo de Frank Griffin, gerando no espectador emoções conflitantes sobre o vilão.

O roteiro, escrito por Scott Frank (Logan, Minority Report) é bem amarrado e bem montado. A série conta com sete episódios, muitos deles com mais de uma hora, que passam voando. O bom planejamento se mostra na duração não padronizada de cada episódio, o que dá a sensação de que, em Godless, cada coisa acontece no seu devido tempo.

Fãs do gênero vão adorar essa série que, além de bem executada, possui um desfecho épico à altura. A série, na verdade uma minissérie ou “série limitada”, como a própria Netflix descreveu, se encerra sem margem para continuação e sem querer se esticar além do necessário. Programa recomendadíssimo.

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