Star Wars: Os Últimos Jedi mostra que tem coragem de se reinventar

O tão esperado episódio VII de Star Wars acabou decepcionando alguns fãs (não este que vos escreve) por parecer um remake do episódio IV, gerando certa apreensão pela possibilidade de estarmos diante de um reboot da trilogia clássica. Graças a Força não foi o caminho tomado e Star Wars: Os Últimos Jedi, conseguiu fugir de muitos padrões (embora não de todos) estabelecidos anteriormente.

O filme começa exatamente do ponto onde a história foi deixada no filme anterior: General Leia continua comandando a Resistência contra a Nova Ordem enquanto Rey vai atrás do Mestre Luke Skywalker, a última fagulha de esperança que restou, o último Jedi vivo.

Rey e Luke

A parte visual do filme está excelente e o CGI é muito bem utilizado em ordem de contar a história. As cenas no espaço são muito bem feitas, apesar de poucas delas serem exatamente impactantes. Uma exceção mostra um ato heroico seguido de uma explosão com ausência total de som que faz toda a platéia segurar a respiração. Empolgante! A construção de mundo segue a excelente qualidade já vista anteriormente.

A trama segue por um caminho diferente do usual e o foco deixa de ser a eterna batalha entre o lado sombrio e o lado brilhante da Força e passa a explorar mais o conceito de equilíbrio, inclusive superando antigos dogmas da religião Jedi. Só não espere muito aprofundamento ainda, pois é apenas o início de uma jornada rumo ao almejado equilíbrio da Força. Vale dizer que, pesar do esforço por seguir novas trilhas, o filme contém muitas referências e elementos conhecidos da franquia, para alegria dos fãs.

A narrativa segue num bom ritmo até certo ponto. O arco do Finn entra no filme como um filler que, além de desnecessário, não é muito empolgante. Alguns atalhos no roteiro poderiam representar uma vantagem, afinal o filme é até agora o maior de toda a franquia (com duas horas e meia de duração) quando poderia ter uma versão final bem mais enxuta. A montagem também foi meio confusa em certos momentos. Mas a trilha sonora de John Williams está fantástica como sempre, mesclando temas clássicos com os marcantes temas novos.

Os personagens estão agora mais bem definidos, especialmente Rey e Kylo Ren. Daisy Ridley e Adam Driver estão bem mais à vontade, esbanjando carisma e demonstrando ótima química entre si. Poe Dameron teve o tempo em tela e relevância aumentados nesse filme em relação ao anterior e Oscar Isaac não decepcionou. O mesmo não se pode dizer de Finn que não conseguiu a mesma importância que teve no filme anterior. Um desperdício do trabalho do jovem ator John Boyega. O veterano Mark Hamill destrói como Luke Skywalker, agora envelhecido e atormentado, mas ainda incrivelmente poderoso. Carrie Fisher como Leia causa uma emoção à parte e vai ser difícil conceber o próximo filme sem ela, não só pela questão emocional mas pela importância central de seu personagem na história que ainda falta ser contada.

Kylo Ren Star Wars

Uma sacada boa foi a introdução de algumas cenas cômicas. Muitas delas me fizeram rir no cinema, outras achei um pouco fora de timing, mas no geral foi uma jogada inteligente colocar mais humor nessa saga épica.

Apesar de ter saído da sessão com a sensação de que faltou algo, ficou bem claro que Star Wars pode, mesmo mudando alguns conceitos, continuar a divertir e emocionar os velhos fãs e a nova geração, abrindo caminho para novas histórias.

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