The Gifted: Confira nosso review da nova série do universo X-Men

Chega ao fim a primeira temporada de The Gifted, série ligada ao universo X-Men mas que não mostra os principais astros da franquia (embora mencione um ou outro). Será que, como Legion, essa nova incursão no lado B do universo X-Men deu certo? A resposta veio com a segunda temporada já garantida pela Fox. Muito justo, pois agrada e tem potencial pra ir mais além.

A série, à principio, se foca na família Strucker. O pai da família, Reed Strucker, faz parte da força tarefa anti-mutante do governo americano. Tudo muda quando seus filhos adolescentes, Andy e Lauren, descobrem que são mutantes. É importante frisar que, nessa realidade, a equipe dos X-Men está extinta e ser mutante é crime. Assim sendo, todos são perseguidos pelo programa Sentinela (na série Sentinela é um programa do governo que visa extinguir a raça mutante. O nome faz referência aos Sentinelas, robôs gigantes caçadores de mutantes que que existem nos quadrinhos e, no cinema, aparecem no filme dos X-Men Dias de Um Futuro Esquecido).

A tarefa do criador da série, Matt Nix, é agradar e prender o público fã de X-Men, apesar da ausência de personagens clássicos da franquia. A maneira como ele abordou essa tarefa foi aproximando o público de uma família comum de classe média que, de repente, se vê do outro lado da moeda, sendo caçada incansavelmente. Os jovens Andy e Lauren passam a temporada descobrindo e aperfeiçoando seus poderes. A mãe da família, Kate, passa a cuidar não só dos próprios filhos, mas também de outros jovens mutantes abrigados, assim como eles, no esconderijo e sede de operações da Resistência, uma equipe de apoio às agendas dos mutantes filiada aos X-Men. Reed ajuda nas missões da Resistência com sua experiência “do outro lado” da história.

Com o passar da temporada vemos mais sobre os principais mutantes apresentados na primeira temporada: Eclipse, Pássaro Trovejante, Blink e Polaris, sendo essa última a que tem mais destaque na trama. Sua ligação com Magneto não foi ainda explorada, mas já foi insinuada durante alguns momentos no decorrer dos episódios. Além desses personagens centrais temos alguns outros menores e dúzias de figurantes, cujos nomes são sequer citados, e que estão lá pra fazer volume.

the gifted

O plot da série é bem definido e trabalhado em um longo arco narrativo, apesar de, em alguns momentos, cair em alguns clichês, como missões que parecem caso de séries procedurais. Os efeitos especiais da série funcionam bem e, apesar do pouco recurso, não decepcionam.

Os personagens na sua maioria possuem carisma, principalmente Polaris/Lorna Dane e Eclipse/Marcos Diaz. O casal funciona bem e Polaris tem a maior evolução de personagem dentro da série. Kate Strucker também se sai bem, sendo a representante dos humanos em meio aos mutantes, tendo que conquistar o reconhecimento e respeito de todos com muito esforço, frente ao preconceito da maioria. A personagem se beneficia ainda com o bom trabalho da atriz Amy Acker. A série conta também com muitas referências e easter eggs que os fãs mais atentos vão identificar facilmente.

Essa primeira temporada termina com um gancho que vai fazer o espectador ficar curioso para a próxima temporada. A série manteve um bom ritmo em seus 13 episódios e, se seguir esse mesmo caminho seguro, pode chegar a ter um sucesso considerável no futuro.

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