Fullmetal Alchemist – Adaptação live action tem falhas…mas agrada

Fazer uma adaptação de um anime/mangá consagrado é sempre uma tarefa difícil e raramente o resultado é satisfatório. Ghost in the Shell falhou nas críticas e bilheterias e Death Note, produzido pela Netflix, foi um desastre. Outra vez a Netflix se arrisca e faz a adaptação de Fullmetal Alchemist. Será que acertaram o tom dessa vez?

A história segue a saga dos irmãos Edward e Alphonse Elric em busca da pedra filosofal, logo após ambos terem tentado, sem sucesso, reviver a mãe através da alquimia, com Alphonse perdendo o corpo inteiro (que acabou transmutado numa armadura) e Ed perdendo um braço e uma perna na tentativa. A misteriosa pedra seria a única chance de recuperar seus corpos.

Enquanto os filmes citados acima seguiram um padrão bem “americanizado”, com a maior parte do cast sendo composto de atores americanos interpretando personagens japoneses, Fullmetal Alchemist faz o oposto ao trazer um filme só com atores japoneses interpretando personagens que, na obra original, são ocidentais. Mas, já que se trata da adaptação de um anime japonês, ter o elenco composto de japoneses não foi um problema tão grande. Já o modo como o diretor Fumihiko Sori optou por conduzir as atuações realmente gerou incômodo . Eles agem como no anime, com gritos e reações exageradas, o que acabou sendo bem “over” num live action.

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Os fãs da obra original vão sentir falta de muitos personagens como Scar, Armstrong e King Bradley, por exemplo. Além disso toda a carga dramática que acompanha Ed, por ser o responsável pela perda do corpo do irmão, fica apenas na superfície, assim como o drama envolvendo Tucker e Nina, que é bem pesado na obra original mas aqui está suavizado. Também algumas sub-tramas que poderiam ser interessantes acabaram mal exploradas. Por difícil que seja transportar tanto material para um filme de pouco mais de duas horas, ficou clara uma certa intencionalidade de deixar pontas para uma continuação.

Para quem não conhece a obra original o filme funciona bem como uma entrada para esse universo. Todos os elementos estão lá e os figurinos, a cinematografia e fotografia estão bem representadas, principalmente para um orçamento não tão alto como foi o caso. Outro ponto positivo foi contar a história mantendo a essência, apesar das partes adaptadas  Percebe-se também que os idealizadores do filme são bem fãs do mangá, deixando muitas referências, além da já citada identidade visual.

Fullmetal Alchemist é um filme que poderia ter sido melhor, mas a escolha de não se aprofundar na história de olho na continuação não foi acertada, deveriam ter trabalhado melhor o roteiro. De qualquer forma,  para apresentar a obra e introduzir uma possível nova franquia o filme funciona bem e entretém.

Obs: para quem quer aproveitar a obra original sugiro o anime Fullmetal Alchemist: Brotherhood

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