The Walking Dead encerra a sua oitava temporada iniciando uma nova trilha para o futuro da série

Após a sétima temporada ter sido muito criticada, o oitavo ano de The Walking Dead trouxe uma mudança essencial para agradar ao público: os episódios já não são focados inteiramente num único personagem ou núcleo e sim em vários, o que aumentou o dinamismo da série e se mostrou uma escolha acertada. Outro ponto interessante foi o aumento da ação, mesmo que intercalada com os dramas usuais, além de muitos zumbis para atrapalhar os grupos. Infelizmente o estrago já estava feito e a série contínua batendo recordes negativos de audiência. Para o próximo ano foi anunciado a mudança de showrunner (sai Scott Gimple entra Angela Kang) provavelmente para tentar dar novos ares para a série.

O foco esse ano foi o embate entre Negan e Rick e alguns personagens como Daryl, por exemplo, ficaram meio de lado. Isso não foi de todo ruim pois personagens como Morgan, Eugene e Simon tiveram maior espaço e desenvolvimento como jamais haviam tido antes.

Rick e Negan mostraram uma dualidade extrema esse ano. Em certos momentos Rick agia como Negam e vice versa, o que serviu para aumentar ainda mais o carisma do vilão junto ao público. Em certos momentos foi possível até simpatizar com ele e, após vermos um pouco de seu background no qual é revelado um pouco mais sobre sua falecida esposa, pudemos ver alguma humanidade no vilão. A parte que trata da traição por parte de Simon foi bem trabalhada, mostrando aos poucos a brecha que Negan deixou ao confiar demais em seus seguidores ao mesmo tempo em que agia como tirano absoluto dentro do Santuário, gerando pequenas revoltas e pondo sua liderança em risco.

O arco adaptado da saga “Guerra Total” dos quadrinhos teve algumas mudanças em relação a HQ, como a morte de Carl que tem um papel importante nessa saga. No entanto o legado de Carl sobre tentar manter a paz e não apenas eliminar seus inimigos fez com que um desfecho praticamente igual aos quadrinhos fosse alcançado e, provavelmente, não veremos mais o Santuário e os salvadores que restaram.

Jesus foi um personagem que sumiu e, após passar alguns episódios sem dar as caras, ressurgiu como se nada tivesse acontecido. Pra completar, em sua ideologia de paz, o rapaz dá conselhos para Morgan no derradeiro episódio, mas na última cena ele mostra querer vingança, algo nada condizente com seu discurso.

Aaron, que também não esteve presente em boa parte da trama (esse tinha uma explicação plausível), reapareceu no último segundo da guerra trazendo reforço da comunidade de Oceanside para salvar Hilltop. Aaron não teve sequer um dialogo para concluir sua jornada paralela.

A oitava temporada teve uma melhora considerável em relação a anterior, com mais dinâmica, movimentação de tramas, embates filosóficos e mudanças de pensamentos. Algumas linhas ainda precisam ser melhor trabalhadas no próximo ano para não ficar a sensação de “buraco” na história. Esse ano também termina sem um gancho definido para a próxima temporada (nada nunca vai ser comparado ao gancho da sexta para a sétima), apenas que o grupo principal pode ter um racha.

A visão de uma horda imensa de zumbis no horizonte já é a deixa para a próxima saga…

Que venham Os Sussurradores.

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