Primeira temporada de Raio Negro mostra que o herói tem um futuro promissor na TV

Quem assiste o Raio Negro (Black Lightning) já de cara percebe que a série trabalha dentro de um molde diferente daquele das outras séries de heróis. Aqui o protagonista Jefferson Pierce/Raio Negro está aposentado de sua função como vigilante, após quase morrer numa das suas cruzadas. O esperado acontece e Jefferson é obrigado a voltar às atividades quando a gangue denominada “Os Cem” começa a aterrorizar sua cidade.

Todo clichê do universo dos super heróis está presente na primeira temporada, inclusive o herói esconder da família seu alter ego (no caso das filhas). A diferença é que as filhas em questão também têm poderes ocultos e, já na primeira temporada, a filha mais velha de Jefferson, Anissa, se revela como a heroína Thunder (Tormenta). Já a caçula, Jennifer, eventualmente se torna a heroína Rajada.

Apesar da falta de carisma de alguns personagens, como o caso de Tobias e seus capangas, todos foram bem desenvolvidos e tiveram seus arcos bem amarrados nessa primeira temporada (com exceção de algumas pontas soltas que foram deixadas como gancho para a segunda temporada). O grande problema do roteiro foi ter se baseado quase que totalmente no plot do vilão Tobias para no fim se focar no de outro vilão, o Martin Proctor. Essa mudança causou uma sensação desagradável de desvio inesperado na história, estratégia que serviu para “poupar” o encerramento do plot de Tobias para a segunda temporada. Acontece que, para piorar, Proctor se mostrou um péssimo personagem, caricato e sem motivações muito concretas. Sendo uma série sobre a comunidade negra de Freeland, foi dado um jeito de colocarem um vilão loiro que soltasse a frase “vamos fazer a América grande outra vez” não uma, mas duas vezes!! Forçado ao extremo e totalmente fora do contexto.

A série consegue apresentar vários personagens do universo DC logo na primeira temporada, como Painkiller e o Tatuado (Tattooed Man), este último originalmente um vilão do Lanterna Verde.

O primeiro ano conta com bastante ação, principalmente nos episódios finais, com direito a exibição de poderes de todos, tiroteios e etc. Os efeitos especiais funcionam bem, assim como a direção nas cenas de porradaria, que contam com poucas “marmeladas”. O que não casa bem sempre é a trilha sonora que, na maior parte do tempo, parece desconectada das cenas. Algumas músicas parecem ter sido jogadas no meio para mostrar a relevância do artista para aquela comunidade.

Como já dito, algumas pontas ficaram soltas para a segunda temporada. Se o roteiro da próxima for bem polido e pensado para ser uma temporada sólida, com começo meio e fim bem definidos, a série poderá decolar. Porém a necessidade da CW de fazer crossovers envolvendo todas as suas séries é real. Vamos ver como vai ficar a inserção de Raio Negro no “Arrowverse”.

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