Deadpool 2 não traz novidades, mas diverte demais

Antes de considerar assistir Deadpool 2 o espectador deve se fazer a seguinte pergunta: “Você gostou do primeiro Deadpool?” Se a resposta for positiva as chances de gostar da continuação são grandes mas, se for negativa, a chance de gostar desse é zero. Digo isso pois não há nada de novidade na sequência. A produção segue os moldes do primeiro e trabalha na zona de conforto. Não que isso seja totalmente ruim, ao contrário, o filme é muito divertido.Mas é inegável que o primeiro filme tenha causado um grande impacto ao desafiar os padrões das adaptações de quadrinhos, inclusive abrindo a possibilidade para se fazer filmes para maiores de dezoito anos, como foi o caso de Logan. Tendo em vista isso, Deadpool 2 traz a mesma violência do primeiro, muitas piadas e muitas referências a cultura pop (e entender ou não essas referências é mais um fator que pode influenciar alguém a gostar ou não do filme).

Wade Wilson (Ryan Reynolds) segue sua vida normalmente quando um evento traumático o abala completamente, ao mesmo tempo em que Cable (Josh Brolin), vindo do futuro, aparece para exterminar um mutante adolescente chamado Russel (Julian Dennison) a quem Wade havia adotado como protegido.

O padrão do primeiro filme se repete: Wade acaba por lidar com um adolescente com poderes, só que ao invés de Missil Adolescente Megasônico entra Russell. Por sinal a Missil Adolescente tem participação bem reduzida nesse filme. Wade acaba tendo a missão de proteger Russell agindo como um herói de verdade.

O filme é um show de referências que vão desde 007, passando pelo zoação à Marvel e também DC, até Kirsten Dunst em Entrevista com Vampiro. Todas funcionam e são engraçadíssimas. Esse é um ponto alto do filme. A zoeira em cima da cultura pop nunca esteve tão presente no cinema. Alguns atores famosos fizeram participações inusitadas e rápidas, como Terry Crews, Bill Skarsgard e Brad Pitt (desse a participação foi minúscula mesmo).

A produção ganhou muito mais verba para a continuação, o que possibilitou a inclusão de mais personagens e mais CGI, efeitos na maior parte do tempo bem executados e utilizados. O diretor do filme, David Leitch, é responsável pelo ótimo Atômica e sabe fazer cenas de ação e porradaria como ninguém, justamente por isso senti falta de um plano sequência de luta aos moldes do já citado Atômica.

Além do próprio Deadpool os outros personagens estão ainda mais carismáticos, especialmente Colossus (Andre Tricoteux), que tem uma ótima participação e chega na trama num momento decisivo. Já Cable não teve o peso que prometia ter e não demonstrou todo o potencial que o personagem poderia demonstrar. A nova personagem, Domino (Zazie Beetz), foi uma excelente adição para o time e para o elenco.

A história serve para a construção do background da X-Force, que poderá ter seu filme produzido em breve. Nesse caso é provável que apenas ali voltemos a ver Deadpool, já que Reynolds disse em entrevista recente que dificilmente haverá um Deadpool 3.

Enfim, a experiência diverte pelo humor sarcástico, pela violência absurda e, por isso mesmo, impossível de ser levada à sério, pelas cenas vertiginosas de perseguição e porradaria. Deadpool sabe rir de si mesmo, do universo de super heróis e seus clichês, do preconceito, da violência, até de mim e de você que está lendo. Deadpool não perdoa, zoa.

Ps. As cenas pós créditos inicias são ótimas!

Ps2. Não há cenas pós créditos finais.

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