Arrow – Sexta temporada – Review

O sexto ano de Arrow se encerrou e nessa temporada vimos o quase fim do time do Arqueiro verde e a dominação de Star City por um vilão que, apesar de não ter super poderes, acabou obrigando Oliver Queen a tomar uma decisão sem precedentes.

 (spoilers)

Cayden James, que até então parecia ser o grande gênio/mestre da manipulação, cujo principal objetivo era destruir Star City (para variar), acabou servindo mais para introduzir o verdadeiro “chefão” da temporada: Ricardo Diaz. Ambos os personagens mandaram bem e foram bem interpretados por Michael Emerson (Cayden) e Kirk Acevedo (Diaz). Diaz mostra uma Star City tão corrupta quanto Gotham e tem a cidade nas mãos, controlando-a em todos os níveis. Sua estratégia quase faz com que o team Arrow se dissolva.

Os embates que levaram a separação do grupo foram exaustivos, com os roteiristas chegando inclusive a usar as mesmas frases nas falas de personagens como René e Diggle. Oliver resolve não mais ser o arqueiro para proteger o filho mas, apesar de parecer decidido, foi difícil de engolir. Não demorou muito para que ele voltasse atrás, apenas para jogar tudo pro alto de novo no final da temporada. Essas idas e vindas cansam o espectador que esteja buscando por uma história mais coesa. Em um certo ponto da temporada Oliver decide agir sozinho e temos um vislumbre do bem que poderia fazer para a história sofrer um “reboot”.

Laurel da Terra 2 apareceu bastante nessa temporada, gerando o questionamento sobre o motivo de terem tirado a Laurel original da série, já que a atriz continua aparecendo regularmente. A história dela com o Quentin Lance foi extremamente forçada. Quentin, mesmo sabendo não se tratar de sua verdadeira filha, age com ela como se fosse seu pai. Laurel, por outro lado, não se decidiu entre ser vilã ou mocinha, alternando convenientemente com o roteiro. Quentin foi mais uma baixa no elenco de Arrow, que já havia passado, nessa mesma temporada, pela perda de Thea, deixando a série com apenas três personagens da primeira temporada (Oliver, Felicity e Diggle).

A série busca passar boas mensagens sobre companheirismo, honestidade e valores, algo que funciona bem em certos momentos. A série também manteve o casal Oliver e Felicity, mas sem enrolação e mostrando pouco a relação dos dois, o que também foi um ponto positivo. Outro ponto alto da série foi o crossover do arrowverse: Crise na Terra-X, que teve emocionantes despedidas de personagens.

Por fim a temporada termina sem a morte ou prisão do vilão Ricardo Diaz e com Oliver assumindo publicamente pela primeira vez a identidade de Arqueiro Verde, o que fez com que fosse destituído do cargo de Prefeito e preso. Diaz se saiu um vilão que deixou muitas marcas e ainda pode causar mais problemas na próxima temporada. Parece que a sétima temporada ainda vai ter resquícios da irregular sexta temporada….

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