Lean on Pete traz uma jornada de vida realista, emocionante e inspiradora

Lean on Pete é um filme britânico dirigido por Andrew Hugh baseado no livro Lean on Pete, do escritor americano Willy Vlautin. O filme traz Charley (Charlie Plummer), um garoto de quinze anos que vive com o pai, o beberrão e mulherengo Ray (Travis Fimmel). Acostumado a ser deixado à própria sorte durante as “escapadas” de Ray, Charley aprendeu a se virar sozinho desde cedo e, apesar das condições precárias, ainda conserva alguns sonhos simples como estudar e jogar futebol.

Um dia Charley se depara com Del (Steve Buscemi), que o introduz no universo das corridas de cavalo. Charley passa a ajudá-lo com os cavalos em troca de alguns dólares e acaba se afeiçoando a Lean on Pete, um dos cavalos de Del. Quando Pete passa a apresentar resultados cada vez piores nas competições, Del resolve enviá-lo para ser sacrificado no México e é aí que começa a grande jornada da vida de Charley. O garoto, decidido a salvar o amigo, rouba a van de Del com o cavalo dentro, decidido a cruzar quilômetros de deserto até encontrar um lar para si e seu companheiro.

Lean on Pete ReviewPara aqueles que esperam por um filme onde um garoto e seu amigo cavalo vão enfrentar grandes aventuras e terminar juntos e triunfantes, um aviso: esse não é o filme certo para você. A jornada de Charley é realista, dura e, na maior parte do tempo, solitária. As perdas e frustrações são imensas, mas menores que a força de vontade que o impulsiona a seguir em frente. Em vários pontos do caminho Charley poderia ter apenas ficado e se conformado com sua sorte (ou falta dela), mas ele não para até atingir seu objetivo: ter um lar e uma família para chamar de sua.

Charley é um herói, um ser inspirador para qualquer pessoa, de qualquer idade. A jornada para a realização de um sonho não é uma história de contos de fadas, não há um superpoder ou força sobrenatural cuidando para que tudo dê certo. Tudo o que existe é uma forte vontade interna capaz de superar, não apenas aquilo que nos fazem de mal, mas também o mal que nós mesmos nos vemos capazes de fazer para sobreviver e que não podemos permitir que nos defina ou colocaremos tudo a perder. Um filme delicado e também intenso, sem mocinhos ou bandidos, com um final agridoce capaz de inspirar bons sentimentos e reflexão.

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