Han Solo nos cinemas: onde a Força falhou?

Han Solo nos cinemas: onde a Força falhou?

Os fãs de Star Wars, por algum motivo, não criaram uma onda de expectativa tão grande em torno do lançamento de Han Solo: Uma História Star Wars e o resultado foi uma bilheteria bem aquém do previsto, gerando um prejuízo enorme para a Lucas Films e Disney. Será que estão abusando da mina de ouro, já que o último filme de Star Wars estreou há menos de seis meses atrás? Será que escolheram o personagem errado para fazer um filme de origem? Ou teria sido um erro de marketing? A razão desse flop é difícil de determinar, mas uma coisa é certa: não foi culpa do filme.

Ok, não se trata de uma obra-prima mas, convenhamos, nenhum filme de Star Wars o é. Digo isso como uma fã de Star Wars: a história é poderosa, há elementos brilhantes, mas todos os filmes tem sua parte um tanto “mais ou menos” que precisa ser relevada. Solo não chega nem perto de ser o pior, diga-se de passagem.

Já que não é nosso departamento dar conta dos milhões de dólares perdidos nessa empreitada, vamos ao que interessa: o que funcionou e o que NÃO funcionou no filme sobre o maior galã corelliano que a gente respeita? Vamos listar à seguir. Cuidado com SPOILERS!

Tem a bênção de Kenobi: 🙂

-O estilo faroeste do filme, cheio de tiroteios e perseguições, com direito a clássica cena de confronto num trem em movimento, combina muito com nosso anti herói;

-Efeitos especiais em prol da história;

-Woody Harrelson roubando a cena;

-A apresentação de Chewbacca, finalmente com uma participação maior;

-Alden Ehrenreich foi uma grata surpresa como Han Solo.

A Força não foi suficiente: 😦

-Para darem mais desenvolvimento para a personagem super badass Val (Thandie Newton);

-Nos darem mais de Lando Calrissian, muito mal aproveitado;

-Para criarem um vilão menos caricato do que o super chato Dryden Vos (Paul Bethany);

-Para transformar a fraquinha Emilia Clarke numa verdadeira femme fatale;

-A droide L3-37 tem seus momentos, mas no geral não faz jus ao legado dos dróides da franquia. Além do mais o romance sugerido entre ela e Lando é perturbador

-Para inspirar a concepção do personagem central. Afinal, alguém alguma vez se perguntou sobre a origem do sobrenome Solo? Não. Mas talvez fosse interessante saber como Han se tornou um anti herói. O que vimos foi um bom moço que, no fim do filme, havia se tornado mais bom moço ainda. Sem drama, sem camadas, sem conflito, sem aprendizado e sem pistas sobre como o charme de galã bad boy substituiu aquele sorrisinho de ursinho carinhoso. Continuamos precisando de um prequel de Han Solo.

Eu bem que tinha um mau pressentimento sobre isso!

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