Legion Segunda Temporada Crítica

Segunda temporada de Legion segue com a psicodelia e excelentes atuações

Já falei anteriormente que Legion é uma série de super-herói diferente de tudo que estávamos acostumados a ver. Felizmente a segunda temporada segue o mesmo estilo, dando continuidade na história de origem de um dos personagens mais poderosos e problemáticos da Marvel.

Nessa temporada David está dividido. Por um lado sua missão é impedir seu grande inimigo, o vilão Amahl Farouk/Shadow King, de encontrar seu corpo e, assim, ressurgir no plano físico. Por outro lado o mutante recebe uma orientação vinda do futuro para que ele, secretamente, faça o oposto e ajude Farouk a recuperar seu corpo a fim de evitar o fim do mundo.

A série mantém o roteiro intrincado, agora ainda mais incrementado com sobreposições de cenas em planos astrais e em outras linhas temporais. O visual continua desafiador, usando uma linguagem surreal e onírica. É muita coisa pra processar, mas o exercício é compensador e você tem a certeza de estar assistindo a um programa com conteúdo artístico e conceitos muito bem pensados e não ao fast-food que estamos habituados a ver na TV. Junto ao visual temos também o trabalho de áudio e trilha sonora completando o pacote. Tudo é permitido, já que estamos vendo à história à partir da percepção única de David, um ser de poderes inimagináveis que nem sempre sabe distinguir entre o que é real e o que é fruto de alterações da sua consciência. Aproveitar o estado mental de David para justificar todo tipo de psicodelia é a jogada esperta da série.

As atuações continuam ótimas. Dan Stevens é um show à parte como o atormentado David Haller. Aubrey Plaza (Lenny), Rachel Keller (Syd) e Bill Irwin (Cary) tem ótimos momentos também. A escolha do ator iraniano Navid Negahban para viver Amahl Farouk não poderia ser mais acertada. O ator esbanja carisma e classe. Já Jean Smart (Melanie) ficou bem apagada nessa temporada, um desperdício dessa excelente atriz.

Além de ter um ótimo roteiro, uma arte visual instigante e excelentes atuações, a série também merece crédito por mostrar a esquizofrenia e outros problemas de ordem mental do modo certo, como condições passíveis de tratamento.

O final traz um gancho para a terceira temporada e mostra David claramente sofrendo com os sintomas do Transtorno Dissociativo de Identidade, principal característica do personagem e que faz com que ele acabe sendo reconhecido pelo nome Legião.

Agora cabe aos fãs (e eu estou entre eles) aguardar pela terceira temporada.

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