Missão Impossível: Efeito Fallout Review

Missão Impossível: Efeito Fallout – Ação, correria e muita dedicação de Tom Cruise

Tom Cruise continua surpreendendo no novo filme da franquia Missão Impossível. Aliás, impossível mesmo é um cara de cinquenta e seis anos de idade dispensar dublês para interpretar o agente secreto Ethan Hunt em  inúmeras cenas de ação, recheadas de lutas mano a mano, parkour e muita correria. Essa missão, entretanto, é cumprida com louvor pelo veterano Tom Cruise, que segue cheio de pique, correndo mais que Forest Gump.

Logo no início de Missão Impossível: Efeito Fallout vemos Ethan tendo um sonho catastrófico, o que já mostra que, além da ação propriamente dita, o filme vai explorar o senso de consequência e humanidade do personagem. Após isso vemos o agente recebendo sua missão numa cena bem formulaica, parecida com a apresentação de uma missão de algum jogo de vídeo-game.

Christopher McQuarrie, que dirigiu o também ótimo Missão Impossível: Nação Secreta, sendo o único diretor “repetido” da franquia, consegue impor um ótimo ritmo. O primeiro ato explora mais o desenvolvimento da trama para então cair no ritmo comum dos demais filmes da marca. Todas os atos estão muito bem interligados, dando uma sensação de peça única, alternando ação e espionagem, apesar de alguns clichês próprios dos filmes do gênero, como ameaças nucleares e agentes duplos infiltrados.

O diretor também faz questão de aproveitar o ator.Tom Cruise não usa dublês na maioria das cenas mais perigosas (e empolgantes), tornando possível fazê-las bem de perto e com menos cortes, ou então começando em plano médio, aumentando até se tornar um plano aberto, transmitindo toda a dimensão das belas locações.

Henry Cavill Missão Impossível

Tom, além da fisicalidade excepcional, está mandando bem nas cenas mais dramáticas. Como contraponto temos Henry Cavill, apresentando toda a seriedade e frieza de um agente da CIA (além do bigodão da discórdia). A cena de luta envolvendo os dois em um banheiro é excelente. Simon Pegg e Ving Rhames estão bem como de costume e dão leveza ao time.

No inicio do texto comentei que esse filme trabalharia as consequências do heroísmo de Ethan Hunt e isso é desenvolvido à partir de seu relacionamento com sua ex-esposa, destruído ao longo da carreira do agente. A aparição de Julia Hunt (Michelle Monaghan) reforça a  “unidade” da franquia e sua participação está muito bem atuada.

A trilha sonora de Missão Impossível: Efeito Fallout dá um peso extra ao filme. Em alguns momentos é dramática, noutros dá o tom de suspense. Várias vezes o tema clássico da franquia Missão Impossível é ouvido, porém de forma re-estilizada e mais contemporânea.

A trama não é muito original: terroristas, bombas, traição, rixas entre as agências de inteligência e Hunt tentando salvar o mundo. Mesmo assim a história é tratada com cuidado e não subestima (muito) o espectador.

Missão Impossível: Efeito Fallout é excelente, cumpre bem seu papel de entretenimento e mostra que, se depender da paixão com que Tom Cruise interpreta Ethan Hunt, ainda veremos muito de Missão Impossível no cinema.

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