Ozark - Segunda temporada review

Ozark – Segue sendo uma das melhores séries originais da Netflix

Ozark , a série da Netflix que tem como premissa a lavagem de dinheiro para o tráfico de drogas, encerra sua segunda temporada ganhando ainda mais peso em relação a já ótima temporada de estreia .

Após os eventos do final da primeira temporada, Marty Byrde (Jason Bateman) se vê em meio a um conflito dentro do cartel mexicano e ainda tem que lidar com o FBI, que está em seu encalço. O mais interessante nesse segundo ano é o modo como a trama se movimentou, sendo cada episódio uma ameaça maior para a família Byrde, fazendo com que seus episódios de uma  hora de duração (em média) não sejam nunca enfadonhos. A série se manteve tensa em quase toda a sua totalidade .

Mas o que mais se sobressaiu nessa temporada foi o núcleo de personagens que ganhou mais tons em relação a primeira. Marty, com sua frieza habitual perante qualquer evento, em certo ponto da temporada tem sua primeira “quebra”, expondo o seu lado emocional, mesmo que brevemente. Ele parece ser o único “pé no chão” de toda a história. Já Wendy (Laura Linney) está se transformando em uma estrategista quando se trata de política e relações pessoais. Sua evolução em relação a primeira temporada foi enorme e ela ganhou o posto de “heisenberg” da vez (nas várias comparações à Breaking Bad). Falando em mudanças, é interessante notar como a influencia dos pais está afetando os filhos do casal também, como por exemplo Jonah (Skylar Gaertner) que já está bem encaminhado no mundo do crime, nos mesmos moldes do pai, e já é um prodígio na lavagem de dinheiro. Por outro lado, Darlene Snell (Lisa Emery) se tornou mais ameaçadora e imprevisível, só sua presença já assusta. E, por fim, Ruth Langmore (Julia Garner) é um show à parte. A personagem já carrega todo o peso da família problemática nas costas e as coisas pioram ainda mais com a liberdade do pai, que representa mais uma ameaça. É ela quem cuida da boate, dos negócios paralelos de Marty, negocia, ameaça, cuida para que seu primo Wyatt (Charlie Tahan) possa ir para a faculdade, enfim, trabalho não falta para Ruth, um dos personagens mais carismáticos da série, interpretado excelentemente por Garner.

Ozark, com seu clima tenso, sua fotografia fria , que demonstra a tristeza e tensão que envolve a todos, seus personagens cativantes, ótimas atuações e seu roteiro que destaca como o mal pode influenciar até pessoas boas, tornou-se uma das melhores séries originais da Netflix. Que venham mais temporadas!

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